Skip to content

Geral

Dia do Papiloscopista: em 20 anos, tecnologia eleva emissão de RGs de 30 mil para 130 mil por mês

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Imagem: reprodução

O Dia do Papiloscopista, celebrado em 5 de fevereiro, evidencia a atuação de profissionais responsáveis pela identificação humana no Rio Grande do Sul. A data reforça a importância de um trabalho que vai além da emissão da carteira de identidade e alcança áreas como a investigação criminal e a identificação de pessoas desaparecidas ou não identificadas.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a diretora do Departamento de Identificação (DI) do Instituto Geral de Perícias (IGP), Katia Rosane Reolon Bittencourt, explicou que o cargo de papiloscopista é exercido por servidores do Estado e tem como base a análise das impressões digitais. Segundo ela, a atuação ocorre principalmente na área de cidadania, com a conferência de dados biográficos e biométricos utilizados na emissão dos documentos de identidade no Estado.

Katia detalhou que os papiloscopistas também trabalham na área criminal, realizando o levantamento de impressões digitais em locais de crime, além de atuar junto ao Departamento Médico-Legal (DML) na identificação necropapiloscópica de cadáveres sem identificação. Há ainda o trabalho em laboratório, onde materiais recolhidos em cenas de crime passam por técnicas específicas para a revelação de impressões digitais que auxiliam na identificação de pessoas envolvidas em ocorrências.

Ao abordar a evolução tecnológica da área, a diretora destacou que, embora as impressões digitais não sofram alterações ao longo da vida, os métodos de análise avançaram significativamente. Ela citou a implantação, em 2006, do sistema EIFS, ferramenta de busca que cruza impressões digitais em um banco de dados estadual. Conforme os dados apresentados, a emissão mensal de carteiras de identidade passou de cerca de 25 mil a 30 mil para aproximadamente 130 mil documentos, acompanhando o aumento da demanda e a adoção da nova carteira de identidade.

Segundo Katia, a agilidade nos resultados é essencial, especialmente na área criminal, já que os laudos produzidos são encaminhados ao Judiciário e aos órgãos de segurança. Ela ressaltou que o trabalho exige atualização constante, estudo contínuo e adaptação às novas tecnologias disponíveis.