Dia do Cerealista: profissional trabalha em cenário globalizado e repleto de desafios
Hoje, 1º de agosto, é comemorado o Dia do Cerealista, profissional que produz ou comercializa cereais. O nome cerealista é originado de Ceres, deusa romana do grão. É através do trabalho diário desses profissionais que alimentos saudáveis e nutritivos chegam à mesa de milhares de pessoas no Brasil e no mundo. A maior parte do que é consumido no Brasil e no mundo tem em sua composição a soja, o milho, o trigo ou algum outro cereal, todos comercializados no Rio Grande do Sul.
Para se ter uma ideia da importância econômica dos grãos, hoje a soja é um ativo econômico mundial, sofrendo variações similares ao combustível, por exemplo. A Uirapuru é pioneira em destacar o mercado do agro de forma dinâmica ao manter, todos os domingos, o programa Cotações e Mercado. Apresentado pelo jornalista Jair Ineri, o programa conta com um time de produtores, agrônomos e cerealistas, passando ao vivo as últimas informações de mercado, produção e condições gerais do setor.
Um dos integrantes deste programa é o cerealista Emeri Tonial, que falou para a Uirapuru sobre a data. Ele mencionou que a profissão mudou muito nos últimos 20 anos. A internet deixou tudo mais dinâmico e o mercado mudou. No passado, a profissão não era lembrada, mas hoje o governo procura os cerealistas para dialogar sobre dificuldades e caminhos para o setor. Tonial avaliou que o desafio atual é a flutuação da produção global, refletindo-se no preço.
Atualmente, o cenário é de excesso de produção global na soja, fazendo o preço diminuir drasticamente. Destacou ainda que não é apenas uma tarefa local, de plantar e colher dentro do Estado, mas que o mercado passa pelas variações mundiais. Aos novos cerealistas, alertou que o mercado está cada vez mais seletivo, com dificuldades de financiamento para construções de armazéns. Ressaltou também que o mundo do cereal é dividido em norte e sul, com um lado dependendo do outro na questão do preço e variáveis. Como são climas e cenários diferentes, o cerealista trabalha sempre atento ao outro lado do sistema.