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Saúde

Dia do Anestesiologista: segurança e atualização constante marcam o trabalho da especialidade médica

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

O Dia do Anestesiologista é celebrado em 16 de outubro, data que marca a realização da primeira anestesia geral com éter por William Morton, em 1846, nos Estados Unidos. A data homenageia o profissional responsável por planejar, aplicar e monitorar o processo anestésico, garantindo que o paciente passe por procedimentos médicos de forma segura e sem dor.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, o coordenador do Programa de Residência em Anestesiologia do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, doutor Ismael Kirst Dornelles, explicou que o principal desafio da especialidade atualmente é acompanhar o avanço constante das tecnologias e das novas medicações utilizadas na prática anestésica. Segundo ele, as últimas décadas foram marcadas por um grande desenvolvimento de técnicas e equipamentos, o que contribuiu para uma expressiva redução das complicações e da mortalidade relacionada à anestesia.

O médico destacou que, diante desse cenário, o anestesiologista precisa manter-se em permanente atualização. Ele observou que o envelhecimento da população também exige uma atenção redobrada na avaliação e no planejamento de cada procedimento, considerando as particularidades clínicas e o uso de diferentes medicamentos conforme as condições de saúde do paciente.

De acordo com Ismael, a realização de uma avaliação pré-anestésica é fundamental para garantir a segurança do processo cirúrgico. O ideal, segundo ele, é que essa consulta ocorra pelo menos uma semana antes do procedimento, permitindo ao profissional revisar exames, solicitar complementares quando necessário e avaliar aspectos importantes, como a via aérea e a capacidade funcional do paciente.

Ao falar sobre o perfil do anestesiologista, o coordenador ressaltou que a responsabilidade é uma característica essencial. Ele explicou que, durante uma anestesia geral, o paciente deixa de ventilar espontaneamente, o que requer habilidade técnica e atenção constante do profissional para evitar complicações respiratórias ou cardiovasculares.

Ismael também comentou sobre a escolha das técnicas anestésicas, informando que cada uma é indicada conforme o tipo de cirurgia e as condições do paciente. Ele citou que procedimentos em membros, por exemplo, podem ser realizados com bloqueios locais, enquanto intervenções abdominais ou torácicas geralmente exigem anestesia geral.

O coordenador informou ainda que o Hospital de Clínicas de Passo Fundo está trabalhando para implantar um ambulatório de avaliação pré-anestésica, que deve beneficiar pacientes atendidos tanto pelo sistema privado quanto pelo SUS. A iniciativa tem o objetivo de ampliar o acompanhamento prévio e oferecer mais segurança antes das cirurgias eletivas.

Ismael destacou que os índices de complicações associadas à anestesia vêm diminuindo de forma consistente nas últimas três décadas, o que demonstra a evolução da especialidade e a eficácia dos novos métodos adotados. Ele afirmou que muitos pacientes ainda manifestam receio em relação à anestesia, mas ressaltou que os procedimentos se tornaram muito mais seguros e controlados.

Por fim, o médico explicou que a anestesia moderna proporciona uma recuperação mais tranquila e com menor incidência de dor, permitindo ao paciente retomar suas atividades com mais rapidez. Segundo ele, o cuidado anestésico bem planejado reduz o tempo de internação e diminui complicações pós-operatórias, contribuindo para uma experiência cirúrgica mais segura e eficiente.