Dia de Finados serve para lembrarmos da fragilidade humana e reconhecer a vida dos que já se foram
O Dia de Finados ou Dia dos Mortos é celebrado anualmente em 2 de novembro. No Brasil, esta data é um feriado nacional, instituído em Lei. A celebração de Finados é muito importante para algumas religiões, principalmente para os católicos, pois se presta homenagem a todos os entes queridos que já morreram.
Nesta data, o movimento nos cemitérios é intenso, pois muitas pessoas levam flores e fazem orações nos túmulos de familiares ou amigos que já partiram. Conforme o Arcebispo de Passo Fundo, Dom Rodolfo Luis Weber, a data tem vários significados. Em primeiro lugar, lembra a fragilidade humana. Todos nós somos mortais e temos um tempo limitado neste mundo. Desse modo, o Dia de Finados faz com que as pessoas reflitam sobre a vida e aproveitem o hoje, pois o amanhã a Deus pertence.
Além disso, a data lembra a ressurreição de Jesus Cristo e faz com que os fiéis acreditem na ressurreição e vida eterna. De acordo com Dom Rodolfo, é importante esse dia de homenagens ao entes queridos. No entanto, o Arcebispo ressalta que não é um culto aos mortos, mas sim uma memória em clima de fé e oração para todas as pessoas que já partiram, de forma respeitosa.
O Dia de Finados é um momento também de lembrarmos da solidariedade com as pessoas no momento do luto, uma experiência que todos passam. A memória dos falecidos faz pensarmos também que tudo que existe hoje, como cidades, prédios, invenções, na transmissão da fé, tiveram pessoas que vieram antes e deixaram o legado.
Em relação a foram como as pessoas lidam com a morte, o Arcebispo Dom Rodolfo lembra que a Igreja Católica tem vários ritos que buscam amenizar o impacto da perda. Conforme ele, o acompanhamento se dá desde a unção dos enfermos, onde dá sinais que a morte está próxima, os ritos de encomendação, a missa de sétimo dia, de um mês, um ano e assim por diante. Além do dia de celebrar todos juntos, que é o Dia de Finados.