Skip to content

Religião

Dia de Finados: homenagear os entes queridos é fundamental para confortar a dor da perda

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Aglomerações devem ser evitadas ao visitar cemitérios durante o finados a imagem mostra um cemitério
Aglomerações devem ser evitadas ao visitar cemitérios durante o finados

Nesta quinta-feira (02) é feriado, Dia de Finados. A data é religiosa e reservada à oração pela alma dos mortos. O movimento nos cemitérios é intenso, pois muitas pessoas levam flores e fazem orações nos túmulos de familiares ou amigos falecidos. O momento também é de celebrações especiais para homenagear os que já se foram. Conforme o arcebispo de Passo Fundo, Dom Rodolfo Luis Weber, o nome oficial da data na Igreja Católica é “comemoração de todos os fieis defuntos”. O dia é reservado para a memória daqueles que já se foram, mas o bispo destaca que em todas as missas os mortos são lembrados.

De acordo com Dom Rodolfo, relembrar dos entes queridos faz parte da tradição dos Católicos, desde o começo da religião. A crença é que todos que foram batizados na Igreja Católica, após a morte seguem o caminho de Jesus Cristo e com ele ressuscitam. O arcebispo destaca que a data pode trazer lembranças tristes para as pessoas também, devido a saudade daqueles que se foram. No entanto, Dom Rodolfo vê como fundamental esse momento e é importante que as pessoas enfrentem o luto, cada uma de sua maneira. Visitar as sepulturas no cemitério e levar as homenagens como velas, flores e orações são sinais de respeito e de carinho com a pessoa que faleceu.

Conforme o espírita Fernando Carlos Bicca a data não é considerada especial pela religião. É uma data importante, principalmente para as pessoas que perderam seus entes queridos, prestar uma homenagem e buscar um conforto na falta do familiar. No entanto, o espiritismo acredita nas vidas sucessivas, ou seja, após a morte o espirito desencarna e reencarna novamente.

Bicca explica que orienta os frequentadores das casas espíritas para que orem por aqueles que partiram para o mundo espiritual, mas não há necessidade de uma data específica para isso e nem um local, como por exemplo, o cemitério. Os espíritos são atraídos pela oração e pelo pensamento dos familiares, explica Bicca.