Dia da Imunização: pandemia deixará legado positivo em relação a vacinas, diz médico
Nesta quarta-feira (09), é celebrado o Dia da Imunização. O principal objetivo desta data é conscientizar a população sobre a importância de manter as principais vacinações contra certas doenças em dia, diminuindo a probabilidade de contrair enfermidades como a caxumba, o sarampo, o tétano, a gripe, entre outras. A pandemia de covid-19 tornou a discussão sobre a imunização ainda mais popular, pois até então, somente a vacina pode conter o coronavírus.
O Ministério da Saúde do Brasil, como meio de lembrar a população da importância das vacinas, criou o Programa Nacional de Imunizações. De acordo com o proprietário da Oficina das Vacinas, Wilson Vieira Marques, a imunização se mostrou muito importante ao longo dos anos. No entanto, nos últimos anos se viu um movimento anti-vacinas em todo o planeta. Com isso, doenças que estavam erradicadas, em razão da vacinação, voltaram a aparecer na sociedade.
Conforme o médico, a vacina da gripe, por exemplo, teve baixa procura neste ano pelos grupos prioritários. Nos idosos, a cobertura vacinal não chegou a 30% em algumas localidades. Vieira Marques cita o sarampo, como uma doença que havia sido erradicada do Brasil e recentemente novos casos voltaram a aparecer. No ano passado, uma onda de pais, autoridades e até mesmo médicos anti-vacinas tomou força no país e muitas crianças não foram vacinadas contra o sarampo. Desse modo, a doença voltou a ser registrada no Brasil após anos livre da patologia.
Para Vieira Marques, esse exemplo demonstra a importância da imunização e de manter em dia todas as vacinas. Se existe a possibilidade de controlarmos doenças através dos imunizantes, devemos fazê-lo.
De acordo com o médico, a pandemia deve ser um divisor de águas nesta questão. Em um momento em que muitas pessoas desacreditavam das vacinas, ela se mostrou a única forma de controlar a pandemia e voltarmos a uma vida normal. O médico vê a emoção manifestada por quem é vacinado, demonstrando um alívio por estar protegido contra a doença. Portanto ele acredita que o legado será positivo pós-pandemia.