Dia da Conservação do Solo reforça a importância de práticas que garantem fertilidade e proteção ao meio ambiente
O Dia da Conservação do Solo, lembrado em 15 de abril, tem como objetivo reforçar a importância de cuidar desse recurso natural essencial para a produção de alimentos, a qualidade da água e o equilíbrio ambiental. A data chama atenção para os impactos da degradação do solo e a necessidade de práticas agrícolas sustentáveis que garantam sua preservação a longo prazo.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, o geólogo Luiz Paulo Fragomeni destacou que, atualmente, existem diversas práticas que contribuem para a proteção do solo e, consequentemente, para o aumento da produtividade e da resistência às mudanças climáticas. Segundo ele, a rotação de culturas e a adoção do plantio direto são fundamentais para a preservação da fertilidade do solo, pois evitam o esgotamento de nutrientes, reduzem a incidência de pragas, protegem contra a erosão, mantêm a umidade e aumentam a matéria orgânica.
Fragomeni ressaltou que os produtores rurais têm percebido a importância de preservar o solo, tanto para evitar problemas ambientais quanto para garantir maior produtividade de forma sustentável. O geólogo também afirmou que o Brasil é um dos países pioneiros e referência mundial em práticas de conservação do solo.
Outro aspecto essencial destacado por ele é a capacidade do solo de atuar como um reservatório natural de carbono, o que contribui para mitigar os efeitos das mudanças climáticas. Durante a fotossíntese, as plantas absorvem gás carbônico da atmosfera e transferem parte desse carbono para o solo por meio das raízes. Quanto mais carbono o solo consegue reter, menor é a concentração de gases de efeito estufa no ar, o que contribui para a redução do aquecimento global. Além disso, solos manejados com práticas como o plantio direto e a cobertura vegetal permanente têm maior capacidade de armazenar esse carbono por mais tempo, tornando-se grandes aliados na luta contra as mudanças climáticas.