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Saúde

Desinteresse de médicos pela rede pública é por falta de segurança e não salarial, avalia Dr. Stobbe

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A falta de interesse de médicos em assumir cargos na rede pública de saúde tem chamado a atenção.

Conforme o último balanço do Ministério da Saúde, 1.325 profissionais com registro profissional brasileiro se desligaram do programa Mais Médicos até esse mês. O número de desistências cresceu 25% em relação ao balanço anterior, realizado nos três primeiros meses do ano.

Para o coordenador do curso de Medicina da Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), Dr. Júlio César Stobbe, os fatores que afastam os profissionais da rede pública tem a ver com as circunstâncias dos locais de trabalho, que hoje são bem adversas, e com as condições de acessos.

Diferente do Sul do país, onde as cidades estão perto uma das outras, em outros estados há áreas historicamente com maiores dificuldades de acesso, como as ribeirinhas. Dr. Stobbe ressaltou que os médicos estão priorizando mais a segurança do trabalho do que a questão financeira.

Em Passo Fundo, a falta de interesse pelas vagas na atenção básica não é diferente. Um exemplo disso é que nesta quinta-feira (23) a prefeitura convocou 28 novos profissionais de atenção básica de saúde. Estas vagas não foram preenchidas por motivo de desistência dos candidatos no processo seletivo público simplificado de 2019.

Conforme o coordenador, em dois anos serão formados cerca de 200 médicos em Passo Fundo. Não tem como afirmar o número que ingressará na rede pública, mas o Dr. Stobbe disse que está otimista porque, pelo menos na UFFS, desde o início da graduação foi trabalho com os estudantes a imersão na atenção básica.