Desafio da Secretaria da Habitação em 2018 é buscar recursos e incentivar a construção de moradias populares
A questão da moradia em Passo Fundo é um problema que envolve milhares de pessoas, que sonham com sua casa própria. Essa situação é a principal justificativa para que surjam as ocupações em áreas públicas e particulares no município.
A fila de espera por moradia ultrapassa 10 mil pessoas na Secretaria da Habitação e segue crescendo, ao mesmo tempo que crescem também as áreas ocupadas de forma irregular. São mais de 50 ocupações em Passo Fundo. Não é raro, pessoas que vão até a prefeitura e realizam protesto reivindicando uma casa para morar.
Através de ações como regularização fundiária e busca por investimentos que possam beneficiar com casas populares essas pessoas, a Secretaria de Habitação, tem o objetivo de reduzir esse cronico problema na cidade.
Segundo o secretário Paulo Calet, para 2018, as metas são ampliar a regularização de áreas ocupadas antes de dezembro de 2016 e também captar recursos do governo federal e incentivar que empresários invistam na construção de moradias populares.
Para viabilizar essas propostas, a prefeitura já trabalha com um projeto, que deve ser enviado a Câmara em fevereiro, alterando regras e tornando mais acessível a regularização fundiária. Também está em contato com investidores e prevê que com maior estímulo governamental, seja possível a construção de novos conjuntos habitacionais para baixa renda em Passo Fundo.
A boa notícia é que recentemente a prefeitura firmou um protocolo de intenções com uma empresa que prevê a construção de 400 imóveis para famílias de renda entre R$ 1.400 até R$ 2.600, com financiamento através do Minha Casa, Minha Vida. A previsão é de que a construção inicie no primeiro trimestre desse ano.