Deputado Wesp afirma que erros burocráticos no reparo da Escola Mário Quintana emperram liberação do prédio
A Escola Estadual de Ensino Médio Mário Quintana completará, no próximo dia 30 de agosto, três meses fechada por problemas na parte elétrica e riscos de incêndio. Até agora, diversos impasses comprometeram o retorno dos cerca de 580 alunos às atividades normais.
Ao vivo na Uirapuru, o deputado estadual Mateus Wesp (PSDB), que acompanha a situação desde o início, revelou que uma série de equívocos na condução do processo burocrático emperraram uma solução rápida para o processo. Segundo o deputado, houve falha da própria 7ª Coordenadoria Regional de Educação na orientação da equipe diretiva para sanar os problemas elétricos. Os reparos elétricos iniciaram em 28 de junho e foram executados pela empresa A3 Engenharia, contratada pelo Estado para realizar os serviços.
Em meados de julho, a obra parou pois o governo do Estado atrasou a liberação de R$ 32 mil para financiar o empreendimento, que só retornou a partir de 18 de julho com a regularização das verbas.
Quando os reparos estavam praticamente encerrados, em 30 de julho, o Estado solicitou a avaliação de um engenheiro eletricista da Secretaria de Obras Públicas (SOP) para validar o que estava feito até então. Em seguida, a comunidade escolar foi surpreendida pela notícia de que as melhorias feitas até o momento não seriam suficientes para a liberação do imóvel. Também que a configuração da obra havia mudado, sendo necessário um novo projeto, uma nova licitação, contratação de empresa e execução da obra, que tem um prazo mínimo de seis meses.
Wesp lamentou o ocorrido e afirmou que a contratação da empresa foi feita sem a observância do processo licitatório dentro da própria 7ª CRE e que faltou diálogo com a Coordenadoria de Obras e a própria Secretaria de Educação.
O parlamentar afirmou que, por mais que tenha havido boa vontade dos envolvidos, os trâmites legais devem ser observados. Agora, se necessita primeiro resolver os problemas jurídicos para depois resolver os problemas estruturais.
Wesp garantiu que na semana que vem buscará a resolução dos aspectos burocráticos para agilizar a liberação do prédio o mais rápido possível.