Deputado Nereu Crispim diz que Bolsonaro tem responsabilidade e pode mudar política de preços da Petrobras
Os combustíveis registram seu maior preço da história no Brasil. Movidos por um fenômeno mundial, que tem como principal motor a pandemia, preço do dólar e aumento de consumo na retomada a partir de 2022, a alta dos combustíveis atinge toda a população através da inflação generalizada.
Em um país de tamanho continental, onde o transporte é quase feito totalmente por caminhões, aumentar o Diesel é elevar o preço dos alimentos e serviços. O problema é antigo e chegou-se a ter, no Brasil, paralisações gigantes dos caminhoneiros. Agora, os profissionais da estrada relatam uma situação insustentável, onde para atravessar boa parte do Brasil com uma carga, o custo ultrapassa os R$ 8 mil. A categoria dos caminhoneiros alerta para uma possível paralisação nacional em breve.
Em meio a isso os brasileiros mais uma vez criticam e perguntam porque o Brasil sofre com variações de câmbio no petróleo se possuem condições técnicas de produzir o próprio combustível através da Petrobras, mas não o fazem em sua totalidade, como no caso do Diesel.
O assunto foi debatido ao vivo na Uirapuru durante o programa Repórter do Povo desta segunda-feira (23) onde participou o presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Caminhoneiros, Deputado Federal Nereu Crispim (PSD-RS). Publicamente apoiador do Presidente Jair Bolsonaro, quando ele ainda fazia campanha para a presidência, o deputado Crispim disse que participou da paralisação em maio de 2018, tendo como principal pauta a mudança do Preço de Paridade Internacional (PPI) , tabela de fretes e pontos de parada para descanso na estrada.
Na época estes pontos foram elencados para negociação com o Presidente Temer. Disse que, o então candidato Bolsonaro, gravou vídeos e se manifestou a favor das pautas dos caminhoneiros. Após as eleições , Bolsonaro colocou um interlocutor para a causa, mas em três anos e meio, o governo Bolsonaro não fez nenhum progresso na pauta dos caminhoneiros.
Frisou que não está contra o presidente, mas a favor dos caminhoneiros e do brasileiro. Afirmou que este problema está nas mãos do presidente para resolver. A resolução PPI, que rege os preços dos combustíveis, não é uma lei e pode ser retirada pelo conselho, presidido ao Ministro das Minas e Energia, subordinado ao Presidente da República. Criticou este sistema, criado em 2016, que só beneficia investidores enquanto o Brasil tem petróleo, refinarias, manda tudo para o exterior e compra de volta em dólar.
O Deputado Crispim disse ainda que há apoio do Congresso Nacional para mudar a política de preços da Petrobras. Afirmou também que os presidentes que passaram pela Petrobras são uma cortina de fumaça eleitoreira, colocada por Bolsonaro para transferir a terceiros a sua responsabilidade nos preços dos combustíveis. O Deputado finalizou cobrando que o Presidente Bolsonaro cumpra sua promessa de campanha para os caminhoneiros e a população Brasileira, que não aguentam mais a alta destes preços.