Skip to content

Transporte

Deputado Miguel Rosseto sugere suspensão do modelo de pedágios que atingem Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto
pedágio
pedágio

O líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa, deputado Miguel Rossetto, voltou a fazer críticas e pedir a suspensão do processo de concessão de pedágios do bloco 2. O trecho previsto na concessão do bloco 2 atinge diretamente Passo Fundo e região, uma vez que tem previsão de cobrança entre Passo Fundo e Erechim.

Conforme Rossetto, ele vem denunciando tarifas altas e desequilíbrio em relação ao desenvolvimento da região. Dessa vez, as críticas têm como base um relatório técnico elaborado e apresentado pelo Tribunal de Contas. O documento, de acordo com o deputado, demonstra a existência de inúmeras irregularidades e inconsistências. A consequência disso são o aumento da tarifa para o usuário e prejuízo para o interesse público.

Dentre as irregularidades apontadas, Rosseto destaca o trecho do relatório que diz que a taxa de retorno da empresa privada foi artificialmente elevada, repercutindo diretamente na tarifa para o usuário:

Outro ponto ressaltado pelo deputado é que o relatório apresenta que, por conta dos erros, seria possível reduzir a despesa e também a tarifa. Pelo documento 1 bilhão de reais a mais seriam transferidos à concessionária pelas tarifas. Uma mudança nesse quesito possibilitaria reduzir em pelo menos 8% o valor pago pelos usuários. Segundo Rosseto, o relatório tem mais de 100 páginas e é muito consistente.

Por esses apontamentos o deputado justifica a necessidade de voltar a se manifestar pedindo a suspensão do processo até que tudo seja esclarecido. Como exemplo, ele cita que um caminhão que sai hoje de Passo Fundo e vai para Lajeado vai pagar 30 reais de pedágio ao final do percurso. Com o novo modelo, o valor vai subir para 200 reais. O valor também aumenta entre Passo Fundo e Erechim. Hoje é 4 reais e 90 centavos e passaria a custar 30 reais.

Segundo Rosseto, o modelo é insustentável. Além disso, prevê um contrato de 30 anos. Dessa forma, considera que não é possível aceitar que o interesse público e da região não prevaleçam.