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Geral

Deputado Gilberto Capoani cobra punição de responsáveis por indústria do atestado médico nas empresas públicas

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
MÉDICO
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Durante o programa Repórter do Povo desta segunda-feira (03) os ouvintes debateram sobre a chamada “indústria do atestado médico” que prejudica há anos, principalmente as empresas do setor público. Funcionários públicos buscam atestados médicos sem estar com doença alguma, simplesmente para tirar uma folga ou por estar entediado com o trabalho. No outro lado estão os médicos que emitem o atestado sem que o paciente esteja doente e, em alguns casos profissionais chegaram a responder processos criminais por vender ou fraudar atestados médicos frios.

Com isso, os serviços oferecidos à população acabam sendo afetados com a falta de pessoas para trabalhar e a farra do atestado médico que atinge o setor público brasileiro. De acordo com o deputado estadual Gilberto Capoani (MDB), que estava acompanhando a programação da Uirapuru e quis contribuir com a discussão, o problema da “indústria do atestado médico” é crônica no setor público.

O político citou o exemplo da empresa Carris, responsável pelo transporte público de Porto Alegre. De acordo com Capoani, recentemente foi divulgado a relação de custo para a empresa operar na capital. Um dos dados que chamou a atenção foi a quantidade de atestados médicos. Em relação as empresas privadas de transporte, a Carris teve 500% a mais de atestados médicos concedidos aos funcionários, gerando um custo elevado para a empresa e prejudicando o trabalho ofertado. Desse modo, a Carris já está na mira da privatização pela prefeitura de Porto Alegre. O deputado cita também o exemplo dos Correios, outra empresa pública, que chegou a ter dez mil funcionários com atestado médico ao mesmo tempo.

O deputado estadual Gilberto Capoani defende que existam medidas para responsabilizar médicos que concedem atestados médicos frios, pois o parlamentar não acredita que em uma empresa pública adoeçam cinco vezes mais funcionários que nas empresas privadas. Ele classifica a farra do atestado médico como vergonhosa e diz que alguma medida precisa ser feita para responsabilizar os que cometem a irregularidade, tanto o servidor, quando o médico.