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Política

Deputado Basegio afirma inocência em depoimento na Assembleia

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Na tarde desta terça-feira (04), o deputado Diógenes Basegio (PDT) prestou depoimento na subcomissão de Ética da Assembleia Legislativa. O deputado negou o fato de ter mantido uma funcionária fantasma em gabinete e o fato de ter sido conivente com as irregularidades praticadas pelo ex-chefe de gabinete Neuromar Gatto.

 

Basegio declarou que quando percebeu um aumento significativo no uso de diárias por Gatto, decidiu exonerá-lo. Alegou que não houve nenhuma denúncia formal sobre as ações do então chefe de gabinete pela falta de provas contundentes.

Sobre a suposta funcionária fantasma, Edi Vieira, o deputado garante que ela cumpriu as funções normalmente como Cargo em Confiança do gabinete em Passo, entre julho e novembro de 2011. Gatto denunciou que ela foi contratada no lugar do marido doente, mas não cumpria as funções dele. Basegio negou e disse que ela foi contratada por conta do trabalho que sempre realizou ao gabinete, mesmo antes de receber salário para isso. Salientou que Neri e seu marido, ex-assessor de Basegio, trabalhavam de forma compartilhada, ele com suas limitações devido o câncer, mas trabalhando.

 

Sobre as fraudes no odômetro dos veículos oficiais alegou que assina muitos documentos e que não percebeu a diferença de quilômetros nos meses de fraude, assim como o decorrente ingresso de valores acima da média na conta do gabinete.

Enio Bacci (PDT), relator da subcomissão, avaliou como firme o depoimento do deputado ,mas lembrou que o conjunto de fatos vai ser decisivo para o relatório final.

Até a próxima quinta-feira, o relator da subcomissão espera entregar à Comissão de Ética a avaliação conjunta do caso. Os integrantes da subcomissão, deputado Jeferson Fernandes (PT) e Sergio Turra (PP) irão contribuir na elaboração do relatório. Se o relatório apontar no sentido da cassação e for aprovado na Comissão de Ética, segue para Comissão de Constituição e Justiça e, na sequência, para o Plenário da Casa, onde depende de 28 votos (maioria absoluta) para se consolidar a cassação. Se o relatório apontar pelo arquivamento e for assim aprovado pela Comissão, o processo disciplinar contra Basegio é extinto.