Depois de água, formol e soda cáustica agora descobriram álcool no leite das marcas Piá e Santa Clara
Novamente a notícia de que o leite gaúcho apresentou adulterações causou preocupação para todos os consumidores. Passados alguns meses desde a descoberta de soda cáustica no produto, o que motivou a prisão de muitos responsáveis, agora as autoridades anunciaram que foi detectado álcool etílico em algumas caixas de leite das marcas Piá e Santa Clara.
A Justiça determinou a retirada do mercado das caixas pertencentes ao lote contaminado. Jorge Schulz, coordenador do Centro de Pesquisa em Alimentação da Universidade de Passo Fundo, destacou que o álcool é usado para fazer o volume de leite render mais, barateando os custos.
A mistura não é utilizada para conservação, como acontecia com a soda. Já sobre a presença do álcool no requeijão ou queijo, ele afirmou que o produto evapora durante a sua elaboração, não representando perigo ao consumidor. Explicou: usa-se a água para aumentar volume do leite e ganhar mais dinheiro e usa-se o álcool como modificador de densidade para que a Indústria não consiga detectar a alteração.
O médico pediatra Wilson Vieira Marques, lembrou que as mães confiam no leite, achando que estão oferecendo algo puro e de qualidade, quando na verdade o produto contém misturas e elementos não autorizados. Adição de outros produtos no leite, com o passar do tempo, poderá causar problemas no fígado, especialmente em crianças.
A recomendação do médico é usar o leite materno ao máximo que se puder e ferver o leite industrial sempre, processo que elimina a maioria dos produtos tóxicos e impróprios para o consumo.