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Polícia

Depoimento de assassino de creche revelou informações sensíveis, diz delegado de Chapecó

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Depoimento de assassino de creche revelou informações sensíveis, diz delegado de Chapecó
Depoimento de assassino de creche revelou informações sensíveis, diz delegado de Chapecó

Na noite da última segunda-feira (10) a Polícia Civil de Santa Catarina interrogou o autor da chacina na creche Aquarela em Saudades-SC. Fabiano Kipper Mai foi ouvindo por pouco mais de uma hora, ainda dentro do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó-SC, onde estava internado desde o dia do crime. Na manhã de ontem (12), o assassino recebeu alta hospitalar e foi encaminhado ao presídio. Ele está em isolamento, devido aos protocolos da pandemia.

Conforme o delegado regional da Polícia Civil de Chapecó-SC, Ricardo Casagrande, em entrevista na Uirapuru, o jovem foi interrogado ainda no hospital, pois o inquérito do crime já está praticamente concluído e deve ser encerrado nesta quinta-feira.

De acordo com o delegado, ainda não é possível revelar o conteúdo do interrogatório do jovem, pois alguns detalhes do inquérito ainda não estão finalizados e restam algumas diligências para finalizar o inquérito. Casagrande explicou que o depoimento de Kipper Mai pode acabar influenciando no depoimento de outras testemunhas. Em relação a autoria do crime, os indícios já estavam todos presentes no momento em que ele foi autuado em flagrante.

O trabalho da polícia busca agora montar uma linha do tempo, mostrando desde quando iniciou o plano do ataque a creche, de que forma ele planejou e o perfil do assassino. O delegado revelou que o sigilo do depoimento é necessário pois o conteúdo possui informações sensíveis e que impactam diretamente nas diligências policiais. Casagrande disse que quando a polícia revelar esse conteúdo, a população em geral irá entender o motivo do sigilo.

A Polícia Civil planeja uma entrevista coletiva na sexta-feira (14) para detalhar o inquérito e repassar todas as informações sobre o crime.

Sobre o depoimento na segunda-feira, o delegado revelou que Fabiano recusou formalmente a presença de um advogado, mas falou de forma espontânea. Além disso, forma mais de 20 depoimentos de testemunhas tomados ao longo da semana.