Denunciar é melhor forma de combater fraudes como a da máfia das próteses afirma especialista
As graves denúncias, veiculadas na mídia nacional, de um grande esquema de pagamento de comissões a médicos e dentistas por distribuidores e próteses e implantes indignou o País. A prática criminosa estaria acontecendo em cinco Estados.
De acordo com as informações divulgadas, as comissões na suposta fraude oscilariam de 15% a 50%. Os profissionais da saúde chegariam a lucrar R$ 100 mil no fim de cada mês.
A falta de ética e desrespeito fez, inclusive, que materiais não utilizados fossem colocados em relatórios e até que cirurgias desnecessárias fossem realizadas.
No Rio Grande do Sul, o golpe incluiria falsificação para pedido de liminares judiciais. Após denúncia da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), a polícia está investigando no Estado o golpe, que propunha à Justiça liminares de cirurgias superfaturadas.
Pelo menos 65 pedidos de liminar sob suspeita foram descobertos. De acordo com Dr. Alberi Grando, que é médico, vereador e membro da Câmara Técnica de Auditoria do Conselho Regional de Medicina essas denúncias não são de hoje e casos como esse vem acontecendo também na Região e em Passo Fundo. Ele registra, inclusive, que existe atualmente auditoria em andamento, tratando de ocorrências deste tipo.
Por isso ele salienta a importância de denunciar, fazer a denúncia aos órgãos competentes e até mesmo na Polícia. O médico informa que muitos profissionais tem sido afastados. Para se ter uma ideia, Grando revela que de três há quatro médicos por ano, perdem a licença profissional.
De acordo com resolução do Conselho Federal de Medicina, todos os implantes terão seu uso sob a supervisão e responsabilidade do diretor técnico das instituições hospitalares, cuja autoridade poderá ser delegada a outro médico. Segundo o diretor médico do Hospital São Vicente de Paulo, Dr. Rudah Jorge, na instituição a compra é feita, somente, pelo Hospital. Além disso, existe uma comissão que avalia a utilidade e qualidade de todo material adquirido.
Quem quiser denunciar práticas como estas pode, em casos de plano de saúde, procurar os setores de auditoria e, ainda, na 6ª Coordenadoria Regional de Saúde (entre a Paissandú e Fagundes dos Reis), ou pelo telefone: (54) 3313-8069. O Conselho Regional de Medicina (em frente ao Hospital São Vicente) também recebe denúncias, o telefone è: (54) 3311-8799.