Skip to content

Geral

Demora na fila de espera torna pais menos exigentes na hora de adotar uma criança

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

Pesquisa divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) mostra que os candidatos à adoção estão mais abertos em relação ao sexo e à raça do filho a ser adotado.  A preferência por crianças brancas, com até dois ou três anos, sem irmãos ainda é a maioria, mas a mentalidade dos pais adotivos está mudando.

 

 A demora na fila de espera pode ser um fator que está contribuindo para que esse índice, que antes superava os 90%, agora seja de 82% dos candidatos à adoção.  

 

O estudo elaborado pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ) do CNJ analisou o universo de pessoas inscritas no Cadastro Nacional de Adoção.  

 

Segundo o sistema, o número de pais que querem adotar é cinco vezes maior do que a quantidade de crianças e adolescentes aptos à adoção em todo o Brasil.  E essa é uma realidade também em Passo Fundo.  

 

De acordo com Daniela Lange Rosseto, da Associação Adotchê, a longa espera na fila até conseguir encerrar o processo da adoção acaba gerando uma ansiedade e aflição aos candidatos.  

 

Para discutir esse tema, um grupo se reúne, uma vez por mês com promotores, psicólogos, assistentes sociais e para trocar experiências.  Funcionando desde 2012 a Associação reúne em torno de 60 pessoas que estão inscritas no cadastro nacional de adoção.  

 

Ela acredita que quanto menos for a exigência com relação a criança, menor é o tempo de espera para finalizar o processo. O Grupo Adotchê é aberto a participação da comunidade e se reúne a primeira quarta-feira do mês, na Faculdade de Medicina, sala 202, em frente ao Hospital São Vicente, às 19h15.