Demanda antiga da população, contenção da sanga do Loteamento Costa Verde vai garantir segurança contra alagamentos
Com investimento de R$ 3 milhões em recursos próprios do município, a população do Loteamento Costa Verde, em Passo Fundo, terá a obra de contenção da sanga, antiga demanda da população do bairro. O projeto tem como objetivo solucionar problemas históricos de alagamentos, mau cheiro e riscos sanitários, beneficiando diretamente famílias que convivem há décadas com a situação.
O trabalho de contenção deverá garantir a segurança das margens, evitando principalmente desmoronamentos, segundo o secretário municipal de Obras, Rubens Astolfi. De acordo com ele, está sendo construída uma espécie de muro que utiliza estruturas metálicas preenchidas por pedras. A histórica demanda teve os serviços iniciados esta semana.
“A obra de contenção da sanga do bairro Costa Verde é uma obra aguardada há décadas pelos moradores daquele local, que têm as duas residências construídas próximas ao curso hídrico. E os principais problemas que essa comunidade sofre, sofria antes da obra, são problemas do tipo de alagamentos, porque a drenagem não era eficiente, problemas com a transmissão de vetores, porque por conta da sanga receber também dejetos e esgotos, a água não é totalmente limpa, ela tem um grau de poluição”, explica o secretário de obras.
Segundo Astolfi, a obra também vai garantir uma drenagem mais eficiente. Isso, por conta do fluxo da água acontecer de forma natural, com o leito da sanga retificado. Além disso, vai contribuir também para o saneamento, atendendo uma demanda importante e antiga, como ressalta o secretário. O trabalho terá também toda a sinalização, para garantir a mobilidade no local enquanto a obra estiver sendo executada.
O projeto prevê a construção de um canal com muros de gabião, que garantem estabilidade e durabilidade. Também serão construídas duas aduelas, estruturas semelhantes a pontes, nas travessias da rua Paulo da Luz Corrêa e travessa Estanislau Zanfir, ampliando a vazão da água e prevenindo futuros alagamentos.
A previsão de conclusão é de um ano, abrangendo 371 metros de sanga. Com essa intervenção foi preciso também um cuidado com a questão ambiental que, conforme o secretário interino de Meio Ambiente, Luiz Fabrício Scheis, está sendo observada. “A Secretaria de Meio Ambiente, através de seus técnicos, está fazendo a fiscalização dessa importante obra que vem ao encontro do anseio daquela população há muito tempo e que estamos também cuidando a questão do impacto ambiental, orientando a Secretaria de Obras no que diz respeito aos recursos hídricos existentes naquele local”, garante o secretário interino.
De acordo com Scheis, será necessária alguma supressão de vegetação, mas ela será remanejada de acordo com a legislação ambiental.