Delegado regional da Polícia Civil afirma que liberação de presos por superlotação vai agravar ainda mais segurança pública
Uma grande ofensiva, denominada Operação Hermanos II, contra ladrões de caminhonetes, especializados em roubar e enviar estes veículos para países vizinhos foi deflagrada na manhã de ontem (24) em Passo Fundo, Marau, Tiradentes do Sul e Crissiumal, resultando em 14 prisões.
Alguns dos presos já eram figuras conhecidas da polícia, detidos ainda na primeira fase da Operação Hermanos. A situação expôs um problema corriqueiro envolvendo a criminalidade: o pega e solta travado entre a polícia e a justiça.
Em entrevista na Uirapuru, o delegado regional da Polícia Civil, Adroaldo Schenkel, revelou que estes criminosos geralmente são tirados de circulação com grande esforço da polícia, seja Civil ou Militar, que se arrisca e investe tempo e dinheiro público. Com a fácil liberação dos criminosos, a justiça é obrigada a soltar estes elementos com base no que determina a lei, e isso poderá ocorrer de forma frequente pela superlotação de presídios.
Schenkel explicou que a liberação destes elementos é um agravante da atual crise na segurança. O bandido já comete o atro na certeza de que logo está de volta às ruas, sendo uma prova viva o caso da Operação Hermanos, com presos que já haviam sido detidos pelo mesmo delito no passado.
Para o delegado é preciso tirar estes elementos da rua para que cumpram sua pena fechados, somente assim o a situação atual da criminalidade pode ser revertida.