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Segurança

Delegado penitenciário explica: usar mão de obra dos apenados favorece empresários e dá uma chance a quem errou

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Trabalho de detentos na Penitenciaria Central do Estado em PIraquara. 13/09/2019 -Foto: Gilson Abreu/AEN

Durante a programação de ontem, na Uirapuru, muitos ouvintes questionaram o motivo de não poder usar mão de obra dos apenados para alguns trabalhos em prol da comunidade, como limpeza de ruas, canteiros, poda de árvores, limpeza de mato, entre outros.

Em entrevista na Uirapuru, o delegado da 4ª delegacia Regional Penitenciária, Alexo Wallau, explicou que o trabalho de apenados existe e é viável. No modo voluntário dos apenados, ele funciona através de um convênio com a prefeitura. O município pode pagar 75% do salário mínimo ao apenado, sem encargos. O apenado, além da remuneração, ainda pode abater , a cada três dias trabalhados, um da sua pena total.

Wallau citou o exemplo de Santa Catarina, que há anos usa a mão de obra dos apenados. Destacou que a mão de obra é mais barata ao empresário e faz um trabalho social ao dar oportunidade aos apenados para desenvolverem uma profissão e não voltarem mais ao crime.

Ouça a entrevista com o delegado da 4ª Delegacia Regional Penitenciária, Alexo Wallau: