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Geral

Delegado afirma que Dal Agnol não pode ser preso a menos que tente sair do país em que estiver

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Durante a programação da Uirapuru o delegado da Polícia Federal,  Mário Vieira concedeu entrevista exclusiva sobre  novos os fatos surgidos no caso Maurício Dal Agnol. A polícia descobriu no bairro Lucas Araújo, dentro do pavilhão pertencente à Dal Agnol, quatro espingardas calibre 12, sendo duas semi-automáticas, dois fuzis de uso restrito das Forças Armadas, e duas carabinas com silenciadores.Além das armas, foram localizadas caixas e sacolas contendo munições de diversos calibres.

 

Com a notícia a comunidade e a própria polícia ficaram surpresas, revelando que o advogado extrapolou os crimes de apropriação indébita, partindo agora para a posse de armas de fogo com calibre restrito.O delegado afirmou que as novas descobertas estão acontecendo graças ao trabalho da imprensa que estimula pessoas a denunciarem, ajudando a polícia nas investigações. Vieira acredita que o número de propriedades do acusado seja tão grande que a polícia não consiga sozinha investigar o que cada uma esconde, por isso a população deve denunciar.

 

Para o policial muita coisa ainda pode vir á tona e a investigação vem mostrando que Dal Agnol tinha um patrimônio muito maior do que se imaginava e atuava em setores diversos. Diante da descoberta das armas restritas, proibidas para colecionadores ou qualquer civil, o delegado vai fazer um novo pedido de prisão preventiva para o acusado.

 

Questionado sobre por que  Dal Agnol, até  o momento, não foi preso, o delegado afirmou que Dal Agnol está nos Estados Unidos, país mais seguro para ele.  O acusado só pode receber voz de prisão quando tentar deixar o país. Isso ocorre porque as leis americanas são rígidas quanto á assuntos internacionais e o pedido de busca e prisão já foi feito para as autoridades americanas, porém ainda sem prazo de ser cumprido.

 

Os advogados defensores de Dal Agnol tiveram também nesta semana pedido de Habeas Corpus negado pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Eles realizaram o pedido alegando que a prisão preventiva não tinha fundamento já que o cliente estava “em férias nos Estados Unidos, com casa própria, endereço correto e informado”. A alegação não foi aceita pela Justiça, que se manifestou afirmando que a prisão é legitima, devido ao grande dano causado pelo acusado.