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Polêmica

Delegado afirma: Lava Jato é a maior operação policial da história do Brasil

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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No sábado (11), o programa Sem Segredo na Uirapuru contou com a presença do delegado da Polícia Federal, Mario Luiz Vieira. Em uma entrevista especial, falou abertamente sobre as investigações da Operação Lava Jato, da qual participa, revelou detalhes das diligências e foi enfático ao afirmar: “a Lava Jato representa a maior operação policial de todos os tempos no país. É o começo de novos tempos para o Brasil”.

 

O delegado, antes de qualquer ponderação a respeito dos investigados, disse que o objetivo da operação prender os bandidos que usurparam o dinheiro público, um anseio de toda a sociedade. “Não tenho nada contra o PT e outros partidos políticos que estão sob investigação, governos ou instituições envolvidas. Sou contra as pessoas que utilizam essas instituições para roubar”, disse.

 

Revelou que em 35 anos de Polícia Federal sempre sonhou com uma operação como a Lava Jato, para prender grandes ladrões que roubaram o país.

 

Em um trecho da entrevista, o delegado admitiu que a corrupção no país sempre existiu, desde o descobrimento. “A diferença é que agora existe uma Lei que possibilita a investigação profunda, prisão e condenação dos envolvidos”.
Criada em 2013, a Lei de Organização Criminosa, deu o amparo legal para a Lava Jato. Falou que essa grande operação também só foi possível porque Polícia Federal, Ministério Público e Justiça Federal, deixaram de lado vaidades e se uniram para criar essa força tarefa. “A Lava Jato só foi possível por causa dessa união, sem vaidades e com o objetivo de investigar, denunciar e condenar quem desviou dinheiro público”, revelou.

 

Delação Premiada

 

Um dos grandes instrumentos da investigação na Lava Jato é a delação premiada, onde envolvidos revelam detalhes do crime para ter sua punição diminuída. O delegado Mário disse que a delação tem muito valor e que se o que for revelado não se confirmar nas investigações, o acusado ainda pode receber uma punição maior, por mentir no depoimento. Sobre o investigado estar preso ou não para falar tudo que sabe, disse: “passarinho canta melhor quando está na gaiola” ao para defender a manutenção dos delatores atrás das grandes.

 

Mais pessoas serão investigadas e condenadas

Sobre as condenações dos envolvidos na Lava Jato, o delegado frisou que o processo quando começa tem que terminar. Citou que já existem várias condenações, como a de Marcelo Odebrecht, que tem 20 anos de cadeia para cumprir. Segundo ele “crime de lavagem de dinheiro é como batom na gola” e mais dia, menos dia, todos os envolvidos vão ser condenados. O delegado Mário Luiz Vieira não teve receio em declarar que o governo do país está nas mãos de uma gangue, que transformou todas as suas ações em um balcão de negócios e de crimes, dos mais variados tipos. “Além da roubalheira na Petrobras temos uma fraude maior no BNDES, Receita Federal, reforma agrária, entre outas”, afirmou.

 

Grampos divulgados

 

O delegado participou da 24ª fase da Lava Jato, em São Paulo, quando o ex-presidente Lula foi conduzido sob vara para prestar depoimento na polícia federal. Defensor dos atos praticados pelo juiz federal Sérgio Moro durante o processo, Mário Vieira registrou que a divulgação de dados devem continuar ocorrendo para que a população tenha conhecimento dos crimes praticados. Com relação ao grampo da conversa entre a presidente Dilma e o ex-presidente Lula, frisou que tomaria a mesma atitude de Moro, mesmo que fosse punido por isso. “Fosse eu divulgava nem que me prendessem. O povo tinha o direito de ouvir e entender aquilo que estava ocorrendo. Foi até nojento, ver o ex-presidente Lula xingar as cortes, o judiciário. O Sérgio Moro foi muito bem ao autorizar a divulgação”.