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Segurança

Delegada esclarece: homicídios onde não se localiza corpo passam por uma trabalho de construção com outras provas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A promotoria de Encantado pediu nesta semana a prisão preventiva do dentista acusado de matar e esconder o corpo do gerente Jacir Potrich, em Anta Gorda. O pedido, porém, foi negado pelo judiciário e o homem segue em liberdade. Para a Polícia Civil e para a promotoria não há dúvidas de que Jacir Potrich foi morto pelo dentista, porém nenhum corpo foi achado.

Para entender como funciona este trabalho em que uma pessoa acaba acusada pelo assassinato mesmo sem achar a pessoa morta, a Uirapuru conversou com a titular da delegacia especializada em homicídios de Passo Fundo, delegada Daniela de Oliveira Minetto.

Conforme ela, o corpo é a principal prova, mas o trabalho da polícia é construir um inquérito com outros elementos, provando a tese de como o crime ocorreu e ligando o acusado.

No caso do gerente de Anta Gorda ela destacou desconhecer os elementos do inquérito, mas explicou que o procedimento é sempre uma linha similar: construir elementos que liguem os fatos.

Citou o caso do menino Bernardo, onde a compra de uma pá levou a polícia a concluir que um homem participou do crime, cavando a cova para a criança e este restou condenado. Falou também sobre casos como o de Eliza Samudio, que até hoje nunca foi encontrada, mas os responsáveis acabaram condenados.

A polícia, conforme ela, sempre organiza fatos e toda e qualquer ação deixa sempre uma pista, mesmo que desa um desaparecimento por vontade própria. A dedução de que a pessoa está morte ocorre por diversos fatores, mas dentre eles a ausência de comunicação, pedido de resgate, movimentação financeira e qualquer contato por dias, por exemplo.