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Polícia

Delegacia de Combate à Organizações Criminosas da Policia Federal assume investigações do HSVP

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A Uirapuru desde o mês de abril vem realizando  uma série de matérias investigativas que envolvem o Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, após a instituição passar a ser alvo de operações deflagradas pela Policia Federal.

 

Em 2017 foi a Operação “Florence” e neste ano de 2018 a Operação “Efeito Colateral” e recentemente, nesta semana, a Operação “Efeito Colateral II.  As suspeitas começam a se confirmar e ao que tudo parece, os problemas até agora apontados, são pequenos perto do que realmente acontece no São Vicente. Desvio de dinheiro público do SUS, enriquecimento ilícito, compra de materiais usados em próteses e órteses, envolvendo milhões de reais, com eventual vantagens escusas a alguns profissionais, estariam entre as irregularidades. Também há fortes indícios de que no setor de oncologia do hospital haja ilicitudes, inclusive com a vinculação de uma empresa prestadora de serviço com profissionais desta área.

 

Desde então a comunidade diariamente questiona a Uirapuru, como meio de comunicação, informações a respeito da real situação que vive o São Vicente, uma vez que o hospital é de todos. Neste meio tempo a Polícia Federal de Passo Fundo não passou informações acerca das investigações. Trabalhou em silêncio. Usamos “trabalhou” porque nesta semana todas as investigações passaram para Policia Federal de Porto Alegre que possui uma Delegacia de Combate à Organizações Criminosas, criada recentemente depois que surgiu a Operação  Lava-Jato.

 

A razão de ter sido levada para Porto Alegre se deve a grandiosidade do caso, o envolvimento econômico e social dos envolvidos e o fato da Policia federal  ter um departamento específico para tratar deste tipo de crime com uma estrutura exclusiva o que dará muito mais celeridade às investigações.

 

Operação Efeito Colateral II

 

O destaque desta semana foi a Operação “Efeito Colateral II”, que cumpriu dez mandados de busca e apreensão em vários pontos da cidade.  Por volta das 07h de terça-feira (15), os agentes federais entraram no HSVP, como também residências e apartamentos de cinco médicos, uma clínica oncológica e um escritório de contabilidade.

 

As diligências tiveram o objetivo de apreender documentos que auxiliem as investigações que estão em andamento na Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros da Polícia Federal de Porto Alegre.

 

Os trabalhos iniciaram em setembro de 2017, com o foco de descobrir a legalidade dos repasses de verbas do hospital, recebidas via Sistema Único de Saúde – SUS, para uma clínica oncológica. Ou seja, os valores que deveriam ser utilizados para o tratamento de pessoas doentes com câncer eram desviados para um grupo de médicos. Os investigadores constataram que essas irregularidades  ultrapassam o valor de R$ 1,2 milhão.  Os alvos das diligências também integram o Instituto de Câncer do HSVP.

 

Operação “Florence”

 

Dia 08 de junho de 2017 foi deflagrada a Operação Florence, que apura o possível enriquecimento ilícito de um funcionário do HSVP. Conforme a Polícia o investigado adquiriu patrimônio incompatível com sua renda, proveniente do recebimento de valores a título de “comissões” pagas por empresas fornecedoras de material cirúrgico hospitalar. O valor pode ultrapassar R$ 1 milhão. Parte dessas “comissões” podem estar vinculadas ao fornecimento de materiais para procedimentos cirúrgicos realizados através do SUS, configurando o crime de corrupção passiva.

 

Operação “Efeito Colateral”

 

No dia 20 de março de 2018, foi deflagrada a operação “Efeito Colateral”, que investiga possível desvio de recursos públicos do SUS repassados ao Hospital São Vicente de Paulo. De acordo com a PF, as investigações iniciaram no mês de agosto de 2017 para apurar a legalidade de repasses de recursos do Hospital para uma empresa de fachada (ramo de consultoria) localizada em Florianópolis.

 

Diligências realizadas apontam que o titular dessa empresa seria um “laranja”, supostamente vinculado a um funcionário da administração do Hospital. A Operação Efeito Colateral investiga o crime de corrupção, visto que gestor desta modalidade de recurso é equiparado a funcionário público.