De Rondinha (RS) ao Supremo: Edson Fachin toma posse na Presidência do STF e do CNJ
O Supremo Tribunal Federal (STF) realizou, na tarde desta segunda-feira (29), a sessão solene de posse do ministro Edson Fachin na Presidência da Corte e também no comando do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O ministro Alexandre de Moraes foi empossado como vice-presidente. Autoridades dos três Poderes confirmaram presença na cerimônia, como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre.
Trajetória
Nascido em 8 de fevereiro de 1958, em Rondinha (RS) a cerca de 88 quilômetros de Passo Fundo, Fachin cresceu no Paraná, onde cursou o ensino fundamental e médio até ingressar na universidade. Graduou-se em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também é professor titular de Direito Civil. É mestre e doutor em Direito das Relações Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com pós-doutorado no Canadá. Foi professor visitante da Dickson Poon Law School, do King’s College, em Londres.
Antes de ingressar no Supremo, atuou como advogado, com ênfase em Direito Civil, Agrário e Imobiliário, além de ter sido procurador do Estado do Paraná. Nomeado para o STF em 2015 pela então presidente Dilma Rousseff, tomou posse em 16 de junho daquele ano, na vaga do ministro aposentado Joaquim Barbosa. Entre fevereiro e agosto de 2022, presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Conhecido pelo perfil técnico e discreto, Fachin terá como missão conduzir o Supremo em meio a um cenário de forte tensão entre os Poderes Executivo, Legislativo e o Judiciário.
Há a expectativa de que o novo presidente adote um estilo mais reservado, evitando os holofotes midiáticos em contraste com a gestão do ministro Luís Roberto Barroso. Fachin costuma evitar entrevistas, declarações à imprensa e participações em eventos de cunho político.