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Política

Cultura gaúcha nas escolas pauta reunião

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Através da solicitação de entidades tradicionalistas, a Comissão de Cultura Cidadania e Direitos Humanos (CCCDH) intermediou uma reunião para debater a implementação de um projeto que busca incentivar a aproximação de crianças e adolescentes com a cultura do Rio Grande do Sul. O encontro aconteceu na tarde desta terça-feira (5), na Câmara de e Vereadores.

 

O projeto não seria uma novidade para Passo Fundo, uma vez que ele está previsto em uma lei municipal, sancionada em 1992, a qual criou o Programa Permanente de Fomento à Tradição e Folclore. As entidades afirmam que, durante nove anos após a sanção dessa legislação, as escolas mantiveram atividades extracurriculares com o objetivo de permitir que os alunos tivessem contato com os elementos culturais gaúchos, especialmente relacionados à dança e à literatura, mas que, por questões políticas e orçamentárias, ele foi esquecido.

 

Para a coordenadora da 7ª Região Tradicionalista, Gilda Galeazzi, a implementação do projeto seria um suporte para a educação, contribuindo com a transformação positiva da conduta dos alunos dentro e fora das escolas. “Dentro das nossas entidades tradicionalistas, preservamos os valores e o respeito. Mesmo que indiretamente, auxiliamos na formação dos cidadãos. Ao participar dessas atividades, os alunos têm uma menor evasão escolar, permanecendo, também, mais distante da drogadição e de cometer atos infracionais” identificou.

 

As entidades acendem a discussão para o restabelecimento do projeto desde 2013. O Secretário de Educação, Edmilson Brandão, pondera que o diálogo precisa ser amplo, uma vez que Passo Fundo ainda não tem uma pesquisa para avaliar o que interessa aos seus jovens. Porém, ponderou que o projeto é de interesse do Executivo por ser capaz de aumentar a disposição dos alunos para estar nas escolas. “Além de fazer com que a criança se envolva em uma atividade importante, o projeto fará com que elas cheguem com mais assiduidade e respeito e que participem mais do ambiente escolar. Queremos construir uma escola viva”, disse.

 

Segundo a legislação vigente, os gastos com todo o programa de fomento à tradição ficam a cargo da Secretaria de Educação, o que ainda ocasiona dúvidas por parte do Executivo, pois as ações relativas a ele estão mais associadas com a pasta da Cultura. Para atender aos requisitos do projeto, o Município deverá contratar profissionais para promover as atividades e, dessa maneira, a sua execução esbarra nas previsões orçamentárias.

 

O presidente da Comissão, Fernando Rigon (PSDB), ressaltou que os parlamentares avaliam a viabilidade para que o projeto saia do papel, justamente por entender que ele pode ser um coadjuvante no desenvolvimento de crianças e adolescentes enquanto cidadãos. “Fizemos uma Indicação para que o projeto seja retomado. Fomos verificar, através dessa reunião, o que é preciso e o que podemos fazer para que, a partir de 2018, ele esteja em prática. Os vereadores ficaram dispostos a incluir nas emendas impositivas verbas a serem aplicadas na sua manutenção”, explicou.

 

No encontro desta terça-feira, ficou definido o desarquivamento do projeto para que receba uma releitura. Outras reuniões deverão se promovidas para que a Câmara, o Executivo e as entidades tradicionalistas discutam a probabilidade de implementação.