Culpados ou inocentes? Júri popular do caso de empresário morto em 2016 acontece neste mês
Acontece no dia 20 de Junho, o julgamento de quatro acusados de envolvimento na execução do empresário na cidade de Passo Fundo em 2016. Os réus estão envolvidos diretamente na morte do empresário Celso Augusto Ferraz da Silva, 36 anos. Celso era proprietário da empresa Aliança Viagens e Turismo. 
Na madrugada de 16 de novembro de 2016 ele estava em casa com a esposa e a enteada, quando um homem entrou no pátio. A vítima foi até a porta da cozinha e o indivíduo lhe perguntou o endereço, porém foi baleado ao responder. Após a ação, o criminoso fugiu para rumo ignorado.
O CRIME FOI ELUCIDADO
A Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa elucidou o fato na época do ocorrido. Com auxilio da inteligência da Brigada Militar, o veículo utilizado no crime, que já estava em ocorrência de roubo, foi localizado em uma residência no bairro São José.
Através da localização do carro, o autor do crime foi identificado. Tratava-se do Kauã Vitor Xavier Ribeiro, de 19 anos (na época). O acusado estava com a prisão preventiva decretada por outro homicídio e acabou preso pela Brigada Militar no dia 14 de novembro.
Um outro homem, identificado como Elbio Rodrigo Nunes da Silva, de 33 anos, também foi identificado na investigação, ele também seria um dos mandantes do caso junto com o casal de amigos Julian Sabedot, de 30 anos, e Analu Vibrantz da Rosa, de 27 anos, ex-mulher da vítima do homicídio.
Segundo as investigações, o casal queria apenas dar um susto na vítima, devido estar em andamento um processo judicial de guarda compartilhada dos filhos de Analu com Celso. Inclusive, eles entregaram para o assassino a foto e o atual endereço da vítima.
Diante da comprovação dos fatos, a delegada Daniela de Oliveira Minetto solicitou os mandados de prisão preventiva e que prontamente foram decretados pelo Poder Judiciário.
Elbio foi capturado em Passo Fundo e o casal no município de Água Santa/RS.
Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na casa da namorada do Kauã, os policiais efetuaram a prisão em flagrante do Eduardo Felipe Chaves, de 19 anos, por porte ilegal de arma de fogo. Com ele foi apreendido um revólver calibre 44.
Os presos foram trazidos em comboio até a Delegacia e posterior recolhidos ao Presídio Regional de Passo Fundo, onde já estava o Kauã Vitor.
O bando foi indiciado por homicídio triplamente qualificado, devido ter sido por motivo fútil, mediante pagamento e situação que impossibilitou a defesa da vítima.
Irão a julgamento Analu Vibrantz da Rosa Ferraz da Silva (ex-companheira de Celso); Julian Sabedot (companheiro de Analu); Elbio Rodrigo Nunes da Silva e Kauã Vitor Xavier Ribeiro. O júri popular está marcado para as 9h do dia 20 no Fórum de Passo Fundo.
A família das vítima busca por Justiça e espera que os envolvidos paguem pelo crime cometido.
A DEFESA DA FAMÍLIA DE CELSO 
A reportagem policial da Rádio Uirapuru entrou em contato com os advogados Andréia Tavares e Jabs Paim Bandeira, do Escritório Jabs Paim Bandeira e Advogados Associados, os quais atuam como assistentes de acusação, contratados pela mãe da vítima.
Os advogados destacaram que esperam pela condenação de Analu, seu companheiro e demais acusados já que, conforme apurada a prova dos autos, aponta que a ex-esposa, juntamente com seu atual companheiro da época, planejaram o crime, contratando o executor. “Segundo apurado, seria inviável a contratação do autor do disparo, apenas para assustar a vítima e sim, para executar”.
Os advogados destacaram o trabalho da delegacia de homicídios, reforçando que o trabalho da delegada Daniela Minetto, com a equipe de investigação foi excepcional e rápido.
Vera Regina ainda se encontra inconsolável com a perda de seu único filho, mesmo após 6 anos do ocorrido. Jabs e Andréia destacaram que o empresário, além de amar os filhos e a enteada, tinha uma paixão enorme pela dança e pelas pessoas, pois, amava a vida e gostava de ver as pessoas a sua volta sorrindo.
Justiça é o que clama a família da vítima, ressaltando que não existem argumentos que justifiquem a morte da forma como ocorreu. Segundo os advogados, toda pessoa tem o direito de separar se não estão felizes e seguir sua vida.
A DEFESA DE JULIAN E ANALU
Segundo o advogado criminalista Manoel pedro Castanheira o que a defesa do casal espera “é a Justiça, que já está sendo feita! Justiça esta que pelo Tribunal de Justiça do RS e pelo Superior Tribunal de Justiça em Brasília, já demonstraram julgando que os acusados jamais tiveram determinação na morte da vítima”
A DEFESA DE ÉLBIO
A advogada Andrea Stobbe, que atua na defesa de Elbio Rodrigo Nunes da Silva também destacou que trabalha pela absolvição, “pois, não teve participação no homicídio, como já fora reconhecido pelo Tribunal de Justiça”, disse.
A reportagem policial da Rádio Uirapuru não conseguiu contato com a defesa de Kauã.