Cuidados Paliativos foram abordados no Lar de Idosos Nossa Senhora da Luz
Em sua fala, a psicóloga desmitificou a ideia de que Cuidados Paliativos se referem a um tratamento de morte, mas ao contrário, que é um tratamento de vida. “Aprendemos a salvar vidas e excluímos a morte como parte integrante e inevitável da própria vida. Morrer hoje, pode ser muito triste, mecânico, desumano e solitário. Portanto, é nosso compromisso mudar o modo de conviver e lidar com a morte. É nosso compromisso ter o cuidado para não cair na obstinação pela luta da vida, que em determinado momento somente acrescenta sofrimento e diminui a sua qualidade”, pontua Débora, enfatizando que a humanização do cuidado na vida, no processo do adoecimento e na morte foi o que motivou a criação grupo de consultoria.
Ainda, Débora ressaltou que existe discordância em relação ao momento exato do começo da vida humana e que chegar a essa definição parece impossível. Ela destacou que a resposta a essa questão é que a vida é o que temos e o que fazemos dela. “A vida é o que está acontecendo agora, o sentido que você dá para as suas vivências pois, é somente assim que é possível oferecer um olhar de cuidado e atenção para o paciente que está em cuidados paliativos. É ter a certeza de que esse paciente tem a sua história e uma vida inteira que está, agora, nas mãos de cada um. E é um tratamento de vida que devemos oferecer ao paciente e seus familiares, ao resgatar sua identidade, autonomia, seus valores, desejos”, orientou.
A enfermeira Inaiara de Oliveira Placedino e assistente social Cristiane Gandin, enfatizaram que diante das necessidades evidenciadas no dia-a-dia de trabalho, buscou-se através do treinamento a compreensão sobre a temática dos Cuidados Paliativos, para os recursos humanos do Lar de Idosos, pois são questões desafiadoras, que despertam uma reflexão sobre o trabalho desenvolvido com seres humanos. “A Equipe Multidisciplinar prioriza o atendimento no âmbito da qualidade de vida dos idosos e seus familiares, diante de patologias que ameaçam a sua continuidade de vida. Dessa forma, compreende-se a necessidade pela abordagem do tema”, enalteceram.
O treinamento foi avaliado positivamente também pela técnica de Enfermagem, Margarete de Andrade Camargo pois, a fez refletir reflexão sobre o trabalho desenvolvido com os idosos e suas famílias e a empatia. “Antes eu tinha uma visão distorcida do tema, mas com o treinamento pude compreender que praticamos o Cuidado Paliativo no nosso dia-a-dia, quando prestamos o cuidado, não somente na dor, mas sim os sintomas de natureza física, emocional e social” .