CTI Neonatal do HSVP atendeu 421 bebês em 2015
A descoberta de uma gravidez traz felicidade e expectativa para as famílias. Porém, muitas mães se deparam com intercorrências e os bebês veem ao mundo um pouco antes do esperado. Quando o bebê nasce com menos de 37 semanas de gestação é considerado prematuro e na maioria das vezes, precisa de cuidados de um Centro de Tratamento Intensivo Neonatal.
O Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) de Passo Fundo é referência no interior do estado em gestações de alto risco e Cuidado Intensivo Neonatal. Em 2015, 421 bebês receberam atendimento na unidade, sendo que a taxa de alta hospitalar chegou a 90%. Esse é o resultado de se ter uma estrutura de alta complexidade aliada à assistência multiprofissional capacitada e humanizada.
No Brasil, o nascimento de bebês prematuros corresponde a aproximadamente 9,2% dos nascidos vivos. A enfermeira Josevane Conte ressalta que a CTI Neonatal e Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINCO) do HSVP, atendem bebês das regiões Norte e Missioneira do Rio Grande do Sul e também de algumas cidades de Santa Catarina. “A estrutura do CTI Neonatal do HSVP é de alta complexidade, com tecnologias que facilitam o cuidado e aumentam as taxas de sobrevida dos bebês, como por exemplo as incubadoras umidificadas.
Além da estrutura, temos uma equipe de médicos, enfermeiros, fonoaudiólogos, psicólogos, técnicos de Enfermagem, fisioterapeutas e nutricionistas que trabalham de forma multidisciplinar, discutindo os casos e encontrando as melhoras formas de cuidado e tratamento”, relata a enfermeira. Ela salienta ainda que o espaço conta com 18 leitos na CTI Neonatal, sendo que 12 são para pacientes extremamente graves, e 8 leitos na unidade UCINCO, onde são realizados cuidados intermediários e o bebê está quase recebendo alta hospitalar.
A médica Pediatra e coordenadora do CTI Neonatal e UCINCO do HSVP, Jaqueline Cabeda, também ressalta a importância da boa estrutura e equipe coesa para os resultados obtidos. Além disso ela destaca que mesmo com uma maior taxa de sobrevida para os prematuros, muitos pais se assustam com a notícia que os filhos vão precisar ficar na CTI. “Quando o bebê prematuro nasce o pai e mãe caem em um mundo totalmente diferente. Mas com o passar dos dias esses pais vão se adaptando a rotina de visitas, de cuidados até a chegada da alta”, conta a especialista.
Além de cuidar dos bebês a equipe dá suporte a estes pais, que precisam estar bem para acompanhar o dia a dia dos pequenos. Josevane explica que a equipe escuta os pais e os orienta, para que se sintam amparados e confiantes com o cuidado dos filhos. “Nós nos preocupamos com as mães, se estão dormindo se alimentando, pois precisam estar bem para produzir o leite, pensamos nos pais que muitas vezes ficam no trabalho e podem ver os filhos só a noite e também quando a família é deoutra cidade procuramos saber onde estão hospedados e disponibilizamos as refeições para o acompanhante do bebê”, explica.
Carinho que ajuda no tratamento
Josevane aponta como destaque do trabalho da CTI Neonatal a humanização do atendimento. Ela relata que toda a equipe busca sempre humanizar o cuidado. “Nós implantamos o banho de ofurô, que relaxa, acalma e ajuda no ganho de peso dos bebês, na coleta dos exames nós enrolamos o bebê, que é uma técnica que causa menos dor para a criança e traz mais segurança para o profissional, além de cuidado carinhoso e atencioso tanto para o bebê como para a família. Quanto menos traumas esse bebê tiver no CTI melhor será sua qualidade de vida no futuro”, pontua.
Muitos bebês passam dias e meses no hospital. Josevane relata que esse contato diário cria vínculos, tanto com o bebê como com a família. “Nós torcemos para que dê tudo certo, vibramos com as conquistas e também sentimos quando temos alguma perda. Quase todos os dias recebemos visitas de bebês que passaram pelo CTI e ver eles bem, com saúde, qualidade de vida é a nossa maior recompensa”.
Sabrina Pereira Haas, de Panambi, está com os pequenos Taylor e Logan há 15 dias no CTI Neonatal do HSVP e já pode sentir a importância do cuidado humanizado e da atenção dos profissionais. Os gêmeos univitelinos nasceram de 29 semanas, com 1,600 kg cada e precisam de ventilação mecânica. A mãe conta que ficou muito abalada com o parto prematuro, mas que quando viu o cuidado da equipe e foi acolhida por eles ficou mais tranquila e segura. “É incrível a forma como eles cuidam dos bebês.
Todo o carinho, atenção, higiene, eu não imaginava que fosse assim. Eu confio no trabalho deles, durmo tranquila de noite que porque sei que eles estão em boas mãos. Além de que, aprendo com os profissionais, o que vai me dar segurança para quando chegar a hora de ir para casa”, relata a mãe.