Crise repercute nas famílias de baixa renda e cresce demanda por atendimentos na Semcas
Responsável por atender o contingente populacional em vulnerabilidade social que se encontra desprovido de bens e serviços, a Secretaria de Cidadania e Assistência Social (Semcas) registra aumento gradativo nos atendimentos nos últimos anos. A informação foi detalhada pelo secretário da pasta, Wilson Lill, durante o programa Repórter do Povo e a Municipalidade de sábado (31).
No comando da Semcas há dois anos e meio, Lill revelou que, quando iniciou os trabalhos, a fila de pessoas para ingressar no Programa Apoiar e Comprometer (PAC) era de 360. Hoje, a demanda passou para 1.100 pessoas que aguardam para fazer parte da ação. No Menor Aprendiz, eram 470 jovens na fila de espera, número que passou a ser de 1.600.
Os beneficiários do programa federal Bolsa Família também registraram alta no período, passando de 3.340 para 4.439. No Cadastro Único, são 14.800 famílias integrantes, índice que se manteve estável.
O secretário explicou que estes números são um indicativo de que a crise financeira repercutiu nas famílias de baixa renda, o que justificaria o aumento na demanda pelos atendimentos em todas as áreas atendidas pela Semcas.
Na alta e média complexidades, os casos de denúncias de ofensa sexual de crianças e adolescentes também aumentou consideravelmente, conforme Lill.