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Agronegócios

Criação de usina de etanol da BSBIOS deve ampliar o plantio de culturas de inverno na região

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Criação de usina de etanol da BSBIOS deve ampliar o plantio de culturas de inverno na região
Criação de usina de etanol da BSBIOS deve ampliar o plantio de culturas de inverno na região

Na manhã de ontem (23) foi assinado o protocolo de intenções para criação da primeira usina de etanol em larga escala em Passo Fundo. A empresa será criada pela BSBIOS. Para produzir este álcool será usado cereais, culturas de inverno e não a cana como tradicionalmente ocorre em algumas partes do país. Isso deve fazer com que a demanda pelas culturas de inverno aumente e a produção também.

De acordo com o gerente de mercado da Stedile Semente, Mário Klein, a expectativa com a implantação da usina de etanol é muito boa para se ter mais uma opção de comércio para as cultivares de inverno. O especialista lembra que os agricultores estavam diminuindo as lavouras comercial de inverno e plantando apenas pequenas áreas para cobertura ou alimentação animal.

Klein destaca que o mercado do trigo já está em alta e teve um significativo aumento de área plantada na safra deste ano, em função da falta do produto no mundo. Com a chegada da usina de etanol da BSBIOS, que utilizará o cereal para produzir o combustível, a área deve ser ainda maior nos próximos anos. O gerente acredita que as safras de inverno entrarão em um outro patamar daqui para frente. Para 2022 está prevista a maior safra da história de trigo, em relação a produtividade. No entanto, não será a maior área plantada. No passado já se plantou muito mais hectares que hoje, porém as produtividades eram menores.

Mario Klein explica que para a produção de etanol devem ser utilizados principalmente o trigo e triticale. Ele acredita que deverão ser criadas cultivares especiais para essa finalidade, até pela parceria firmada entre a BSBIOS e a BioTrigo. O gerente de mercado acredita que a BSBIOS vai absorver praticamente toda a produção de trigo da região, pois a empresa precisará de aproximadamente 100 mil hectares de produção para o etanol.