Cresce número de pontos críticos nas rodovias do país, segundo a CNT; RS aparece com 59
As rodovias brasileiras começam 2024 com um triste legado herdado do ano passado. Em 2023, cresceu o número de pontos críticos na malha rodoviária do país, de acordo com levantamento feito pela Pesquisa CNT de Rodovias. Ao todo, foram identificadas 2.648 ocorrências graves na malha rodoviária do país, 38 a mais que em 2022. O aumento de pontos críticos representa um percentual de 1,5% em relação ao ano anterior. Os detalhes estão na publicação Radar CNT do Transporte – Pontos Críticos 2023, lançada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) nesta segunda-feira, 15.
O Rio Grande do Sul aparece no estudo numa posição intermediária, na 11ª da lista, com 59 pontos críticos, sendo 31 em rodovias estaduais, 28 em federais. São 57 trechos de gestão pública e dois administradas por concessionárias. O estudo indica Minas Gerais como o estado líder no ranking de ocorrências (com 403) e o Distrito Federal com menor número, apenas um.
Os perigos iminentes envolvem desde quedas de barreiras e erosões na pista a buracos grandes (cujo tamanho é igual ou maior que um pneu de veículo de passeio) e pontes estreitas ou caídas. Situações que tornam a movimentação rodoviária mais arriscada para o motorista e para a segurança viária, além de impactar a fluidez da via e elevar os custos operacionais do setor transportador.
Diante dos resultados, a CNT estima que sejam necessários R$ 4,88 bilhões para a resolução dos problemas de 2023 apontados na publicação. Desse total, 38,5% devem ser destinados à correção de quedas de barreiras e 21,7%, à adequação ou reconstrução de pontes estreitas. Levando-se em conta o investimento necessário para intervenção de melhorias emergenciais, como reconstrução, restauração e manutenção dos trechos da malha rodoviária federal que apresentam problemas, a estimativa da necessidade de recurso sobe para R$ 46,8 bilhões.