Skip to content

Transporte

Cresce número de estações rodoviárias fechando no Estado: movimento em Passo Fundo teve queda de 40%

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A pandemia mudou o mundo e a sociedade.  Com limitações de espaços coletivos fechados, devido ao vírus, algumas atividades corriqueiras se viram impedidas e forçando a sociedade a entrar em um momento de adaptação e até mesmo reinvenção.  O ritmo diminuiu e o presencial deu espaço ao tele para muitas atividades, que trouxeram como reflexo a redução também da economia.  Sem mais recursos, muitas pessoas também passaram a investir menos em diversas atividades externas.  Como resultado direto de menos pessoas circulando houve um impacto direto no setor de transportes, tanto urbano como intermunicipal, por exemplo.

Dados apontam que em 2022 ao menos sete estações rodoviárias fecharam definitivamente.  O fechamento atingiu cidades de médio porte, como Santana do Livramento e a tradicional Tramandaí, município do litoral bastante procurado por turistas no verão.  No caso mais recente a Estação Rodoviária de Estrela, que fica ao lado de Lajeado, uma rota tradicional de parada dos ônibus que partem de Passo Fundo até Porto Alegre, anunciou o fechamento recentemente, mas este foi revertido em um acordo, ficando acertado que as atividades seguem até o dia 31 de outubro. A família que administra o local há décadas revelou que não há passageiros suficientes para que o negócio siga viável, problema que atinge várias outras estações.

Um levantamento feito pela Uirapuru junto à administração da  Estação Rodoviária de Passo Fundo aponta que o local teve o número de passageiros, no aspecto geral,  reduzido em 40% desde a pandemia. Há dias em que o número de passageiros caiu de 1800 pessoas para cerca de 650, por exemplo. Como reflexo as empresas reduziram o número de veículos para as mesmas rotas e em muitas cancelaram por inviabilidade.

A Uirapuru apurou que, rotas mais próximas da cidade foram as mais atingidas. O recente período de férias trouxe aumento no fluxo de passageiros, mas, ainda assim encontra-se baixo frente ao que era registrado na pandemia.