Cremers crítica falta de estrutura da Ulbra para abertura de vagas a medicina no Estado
A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) abriu 460 vagas para o seu curso de medicina. O alto número surpreendeu entidades médicas e houve uma reunião entre as mesmas na quarta-feira (10), de onde foram cobradas explicações sobre toda esta oferta. A reunião contou com o Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers), Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) e representantes da instituição de ensino.
Falando sobre o assunto na Uirapuru, o presidente do Cremers, Carlos Sparta, explicou que a Ulbra pediu no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) autorização para abrir três cursos de medicina no Rio Grande do Sul, sendo um em Porto Alegre, outro em São Jerônimo e um em Gravataí. Porém, conforme Sparta, a universidade não tem estrutura nessas três cidades para adquirir curso de medicina. De acordo com ele, a Ulbra não tem professores, estrutura de laboratório e anatomia, nem o mais importante, que é um hospital credenciado. Sendo assim, eles tentaram um processo inverso que nunca havia ocorrido na história do Brasil.
Através de uma autorização via liminar, considerada muito frágil pelo jurídico do Cremers, eles conseguiram primeiro o curso de medicina para depois correrem atrás de professores, estrutura e hospital. Além disso, o presidente declara que o Ministério da Educação (MEC) não autorizou essas faculdades de medicina da Ulbra. Sparta explica que isso preocupa o Cremers, pois a entidade pensa muito na formação de novos médicos. Ao abrirem um vestibular de forma rápida, sem estrutura ou oficialização do MEC, o presidente afirma ter convicção que a Ulbra não pode fazer isso.
De acordo com ele, é difícil imaginar que tipo de profissionais serão formados em uma situação dessas. Por isso, o Cremers está atuando firmemente com seu departamento jurídico para que não sejam abertas essas 460 vagas sem antes ter confirmada uma formação médica de excelência e qualidade, com bons professores, hospitais e estrutura suficiente.