CPERS diz que volta ao trabalho de professores com mais de 60 anos é irresponsável
O Cpers Sindicato, núcleo de Passo Fundo, diz que volta ao trabalho de professores com mais de 60 anos é irresponsável.
Um memorando, assinado pela diretora do Departamento de Recursos Humanos da Secretaria de Educação (Seduc), Cleusa Maria Flesch, define que para permanecer exclusivamente no regime de tele trabalho, os professores deverão apresentar atestado médico que recomende o afastamento.
A medida é válida também para servidores com mais de 60 anos, considerados do grupo de risco para o coronavírus.
No caso de servidores cujas atribuições sejam necessariamente presenciais, a secretaria exige atestado com a Classificação Internacional de Doenças (CID).
Conforme o diretor do núcleo do Cpers Passo Fundo, professor Orlando Marcelino, o memorando demonstra a irresponsabilidade do Governo Estadual e a falta de planejamento para a retomada das aulas.
Recomendação OMS
Conforme Orlando Marcelino o governo gaúcho está deixando de seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS), defendidas anteriormente. A OMS recomenda que pessoas com idade superior aos 60 anos sigam em home office até que uma vacina esteja disponível.
Por isso o Cpers Sindicato diz que volta ao trabalho de professores com mais de 60 anos é irresponsável.
O Governo do Estado está determinando que os profissionais retornem ao trabalho presencial mesmo assim, salvo aqueles que apresentarem atestado médico recomendando o contrário. Marcelino afirma que o governo está deixando de lado os protocolos defendidos antes.
Risco para os profissionais
O diretor do Cpers afirmou que determinar que os trabalhadores nesta faixa etária retornem às atividades coloca a saúde dos mesmo em risco.
Quanto a comprovação de comorbidades, o atestado médico precisa ser apresentado da mesma forma que é atualmente.
Contratados
Outro ponto do memorando que o sindicato repudia é quanto aos servidores que possuem contratos, ou seja, que não são concursados. Para estes, o retorno ao trabalho é obrigatório, sendo que, aqueles que retirarem atestado por mais de 15 dias, terão o vínculo suspenso.
Marcelino avalia como mais uma medida irresponsável. Segundo ele, diversos profissionais irão trabalhar mesmo doentes, com medo de perder o contrato de trabalho. Além disso, a maioria dos trabalhadores contratados são servidores nas escolas e trabalham com merenda, limpeza e segurança.
A maioria desses colaboradores são aposentados ou com mais de 60 anos, trazendo preocupação para a classe.