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Agronegócios

Cotações e Mercado: falta de chuva na região começa a preocupar produtores

Públicado em Por RD Uirapuru / Sabrine Paludo
Alto Paraíso (GO) - Plantação de soja em área do município de Alto Paraíso (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O programa Cotações e Mercado do último domingo, dia 12 de janeiro, teve debate sobre a situação das lavouras de soja da região. De acordo com dados da Emater, até o momento foi semeada 98% da área prevista para a soja no Rio Grande do Sul, estando 77% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 20% em floração e 3% das lavouras de soja estão em enchimento de grãos.

As condições gerais das lavouras são consideradas adequadas. A sanidade das lavouras está, de modo geral, muito satisfatória. Nas regiões monitoradas pelo Programa de Ferrugem Asiática da Soja no Rio Grande do Sul, os níveis de risco para a doença variam entre baixo e médio. O manejo preventivo da ferrugem tem priorizado produtos de maior valor agregado e potencial de proteção.

O que vem preocupando os produtores, no entanto, é a falta de chuvas. Estas, quando acontecem, são mal distribuídas. Convidado do programa, Claudio Dóro, destacou a situação da região. De acordo com ele, a situação das lavouras de Passo Fundo e do entorno é considerada boa. A falta de chuvas afetou pouco até o momento.

Já as lavouras dos municípios de Carazinho, Não-Me-Toque e Victor Graeff, que estão em fase mais adiantada, tem maior sofrimento pela falta de chuvas. Dóro comentou que nesta região o reflexo da falta de chuvas será negativo na produtividade.

Conforme o especialista, a projeção da Aprosoja é de uma produção em torno de 22 milhões de toneladas de soja no estado. Ele acredita, no entanto, que o estado não irá chegar aos 20 milhões de toneladas, podendo ficar com uma quebra de 10% até o final da safra.