Corsan quer tratamento do esgoto no presídio em 2019, mas invasão de terreno é entrave
O problema do esgoto não tratado em Passo Fundo foi discutido durante esta semana na Uirapuru. A notícia de que o Ministério Público apontou o presídio como um dos maiores geradores deste material na cidade confirmou o que a comunidade sempre denunciava: o esgoto vai para o Rio Passo Fundo.
O promotor Paulo Cirne afirmou que a CORSAN e a SUSEPE foram notificadas para uma solução neste problema, mas revelou que o tratamento do esgoto na cidade é recente, de 2003 pra cá.
Em entrevista na Uirapuru, o Superintendente Regional da Corsan, Aldomir Santi, explicou que hoje de 28% a 30% do esgoto da cidade é coletado e tratado. Também 7% das residências possuem ligação pronta para a rede de coleta. Com a previsão de novas obras, a expectativa é de que o total do esgoto coletado e tratado chegue a 65% no ano que vem.
O Superintendente Regional da Corsan declarou que o esgoto tratado resulta em água não contaminada e que é devolvida aos rios que abastecem as unidades coletoras da Corsan. Sobre o presídio, destacou que desde 2015 a situação é estudada. A solução será antecipar as obras de tratamento do bairro São Luiz Gonzaga. No entanto, há um terreno onde seria feita a elevação de tratamento, mas hoje lá estão famílias que ocuparam aquela área.
Santi explicou que o entrave está na presença destas famílias. Se a área for desocupada a intenção da Corsan é colocar a obra na licitação este ano e começar o trabalho para o tratamento no ano que vem.