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Cidade

Corsan planeja mudar sistema da Estação de Tratamento de Esgoto Araucária no Valinhos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A Reportagem da Uirapuru esteve nesta semana conversando com moradores dos bairros Záchia e Valinhos, vizinhos da Estação de Tratamento de Esgoto Corsan – ETE Araucária, localizada às margens da BR 285, no perímetro urbano de Passo Fundo. Na oportunidade, os moradores voltaram a reclamar do mau cheiro constante exalado das lagoas de estabilização da estação, que recebe em torno de 20% do esgoto que é coletado na cidade.

Uma moradora citou que nessa semana o cheiro ficou ainda mais insuportável e que essa situação tem gerado problemas a saúde das pessoas, como náuseas e diarréia frequentes, atingindo também as crianças. Outros ouvintes também citaram que na hora das refeições é necessário fechar toda a casa, para amenizar o mal estar. No entanto o odor fica impregnado nas roupas e dentro das residências.

O superintendente adjunto da Corsan, Vladmir Rezende, admitiu que a companhia identificou um aumento da emissão dos odores na segunda-feira. Algo que não vinha ocorrendo. Salientou que o motivo foi a mudança drástica na temperatura, pois existe um processo biológico feito por bactéria e micro organismos nas lagoas que se ressentem quanto ocorre essas alterações repentinas. Com isso, o sistema não funcionou com a devida eficácia. Acrescenta que a Corsan monitora permanentemente a ETE Araucária para minimizar os problemas no tratamento de esgoto.

A ETE Araucária teve um custo de R$ 6 milhões e foi inaugurada em 2006. Segundo Rezende, existe um projeto, que está pronto para ser executado, para alterar o sistema de tratamento dessa estação. É um investimento alto, que deve ser feito no início de 2014 e que vai resolver em definitivo esses problemas para os moradores do entorno. Além disso, cita que muitas vezes os silos, as indústrias, o lixo e os animais mortos jogados nas proximidades da estação também ocasionam o mau cheiro naquela região.

Opinião que é compartilhada com pelo geólogo Luiz Paulo Fragomeni, que já fez laudos técnicos sobre o funcionamento da ETE Araucária. O especialista salienta que a companhia trata com muita seriedade essa questão, utilizando insumos e produtos para minimizar o mau cheiro.

Fragomeni diz que é comprovado que essas situações são ocasionais e considerados como um acidente provocado pelas mudanças da temperatura. Explica que a solução é mudar o sistema de tratamento, pois a utilização de lagoas de estabilização, em todos os locais onde estão instaladas, sempre vai apresentar esse tipo de situação.

 A Corsan também possui outra estação de tratamento de esgoto, que fica no Bairro Leonardo Ilha. Nesta obra foi utilizada outra alternativa, que custou em torno 15 milhões, mas que não ocasionou os mesmos problemas percebidos na ETE Araucária.