Corrupção na Fifa põem em cheque todas as transações executadas no futebol brasileiro
O Ministério da Justiça e a polícia da Suíça detiveram ontem (27), por acusações de corrupção, sete dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em Zurique. As autoridades suíças vão extraditá-los para os Estados Unidos, onde o FBI de Nova York os investigam por terem aceitado subornos desde o início dos anos 1990.
Um dos acusados é o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin. Dentre as acusações de corrupção, nas últimas duas décadas, estão fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e fraude em eleições para a escolha do Qatar como sede da Copa do Mundo de 2022.
Para o advogado Osmar Teixeira, as prisões põem em cheque todas as transações de futebol no Brasil, até mesmo no que se refere ao papel das empresas que patrocinam o esporte. Envolvendo um rombo de mais de R$ 100 bilhões de dólares, o jurista explica, que a Fifa incorreu em crimes financeiros, ligados à corrupção privada.
Ele registra que os presos estão sendo enviados aos Estados Unidos, devido a convênios e tratados entre os países, que discorrem de côrtes internacionais.
Como o país em questão possui um forte controle de mercado, visando proteger a economia de práticas predatórias, as investigações foram abertas lá e será em solo norte-americano que os líderes da Fifa serão julgados.