Corrida pelo material escolar: pais precisam se apressar para garantir preços mais baixos
A ampliação do número de dias letivos nos últimos anos tem feito com que as aulas, que geralmente começavam no mês de março, agora se iniciem ainda em fevereiro. E quem ainda não parou para pensar, vai ter que correr, porque já não resta muito tempo para comprar o material escolar antes que as aulas comecem. Para os estudantes das escolas particulares, por exemplo, esta é a última semana de férias, já que a volta às aulas está prevista para o dia 13 de janeiro.
Para evitar tanta correria, Joana dos Santos se antecipou e ainda no início dessa semana foi à papelaria e comprou todo o material para os três filhos, de 13, 9 e 7 anos. “Cada um tem uma lista diferente. São muitos itens, então prefiro não deixar para a última hora, porque se não encontro alguma coisa, ainda tenho tempo de ir atrás”, comenta ela, que fazia suas compras na última segunda-feira (30). Já a irmã dela, Janice, disse que estava apenas olhando os preços e vai esperar até semana que vem, quando recebe o salário, para poder comprar. “Sei que vai ficar em cima da hora, mas não tem outro jeito. Vou ter que enfrentar fila e correr”, lamenta.
A realidade de Janice parece ser a mesma de muitos pais, pois até o final do mês de janeiro, a procura pelas papelarias ainda estava aquém do esperado. Conforme Lidiana Anesi Tognon, proprietária de uma papelaria no centro da cidade, na última segunda-feira houve um leve crescimento na procura, que foi aumentando durante a semana. “Ainda está um pouco devagar, mas acho que as pessoas estão esperando virar o mês e receber para poder comprar o material escolar”, comenta.
Vendas estáveis
Para a próxima semana é que Lidiana espera a maior movimentação. “As aulas estão começando mais cedo que em outros tempos, mas este ano parece que as pessoas não se anteciparam muito para as compras, acho que em razão dessa crise toda que estamos passando”, destaca. Entretanto, a expectativa é que as vendas se mantenham semelhantes às do ano passado, especialmente porque os preços ainda não subiram. “Ainda não precisamos repor, porque nossos produtos foram comprados no ano passado, mas se fala em aumento de 10% na reposição”, salienta. Por isso, a dica é tentar fazer as compras o quanto antes.