Corpo de Bombeiros explica que maioria dos enxames de abelhas em áreas urbanas é temporária e só há atuação para remoção em caso de risco iminente
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O aumento da presença de enxames de abelhas em áreas urbanas tem gerado dúvidas e preocupação entre moradores de Passo Fundo nas últimas semanas. A Rádio Uirapuru tem recebido relatos sobre o aparecimento desses insetos em residências e espaços públicos, além de questionamentos sobre a atuação do Corpo de Bombeiros nesses casos. O tema já havia sido tratado nesta semana em entrevista com o presidente do Encontro Abelheiro de Carazinho, César de Souza, que explicou que esse comportamento é comum nesta época do ano. Para esclarecer dúvidas da comunidade sobre esses casos, a Rádio Uirapuru ouviu o Tenente-Coronel Alessandro Vicente Bauer, comandante do 7º Batalhão de Bombeiros Militar.
De acordo com o comandante, grande parte das ocorrências registradas no município envolve enxames transitórios, que permanecem temporariamente em locais como árvores, veículos ou estruturas urbanas enquanto buscam um local definitivo para se estabelecer. Esse processo pode levar de algumas horas até cerca de dois dias e faz parte do ciclo natural das abelhas, intensificado nos períodos de temperaturas mais elevadas.
O Tenente-Coronel Alessandro Vicente Bauer esclareceu que, em situações normais, esses enxames não costumam atacar, desde que não haja movimentos bruscos, vibrações ou contato direto. A orientação é isolar o local e evitar a aproximação de pessoas, especialmente crianças, idosos e animais. Nesses casos, a remoção não é considerada necessária, já que as abelhas tendem a seguir o seu percurso naturalmente. Quando há necessidade de retirada, a recomendação, assim como já destacado por apicultores, é procurar profissionais habilitados, uma vez que as abelhas são animais protegidos por lei.
O Corpo de Bombeiros Militar atua apenas em situações de ataque ou risco iminente à população. Conforme explicou o comandante, quando há agressividade por parte do enxame, a equipe pode intervir para conter a situação, inclusive com a eliminação das abelhas, procedimento adotado somente em casos extremos. Em 2026, foram registrados em Passo Fundo alguns ataques de pequena proporção, sem vítimas, enquanto ocorrências mais graves costumam acontecer em áreas rurais, geralmente associadas a atividades agrícolas que perturbam enxames já consolidados.
Durante a entrevista, o comandante destacou ainda que pessoas atacadas por abelhas devem buscar atendimento médico imediato, especialmente aquelas com histórico de alergia. Ele reforçou que o protocolo adotado pelo Corpo de Bombeiros foi construído em conjunto com o Ministério Público, com foco na preservação ambiental, e que a atuação ocorre exclusivamente em casos de ataque, enquanto situações de presença transitória devem ser acompanhadas com cautela, informação e apoio técnico, garantindo a segurança da comunidade e a preservação das abelhas.