Coronavírus: estamos vivendo uma guerra contra um inimigo invisível, diz professor de história
Não é a primeira vez que a humanidade sofre com doenças devastadoras. Recentemente, o mundo vem lutando para combater o coronavírus. No entanto, outras doenças como lepra, peste bubônica, gripe espanhola, malária, tuberculose e HIV também dizimaram muitas pessoas durante os séculos.
Na última semana, a Uirapuru conversou com o professor de história, Maurício Paim, que fez um panorama das doenças que marcaram os séculos. De acordo com ele, os dois casos de doenças que marcantes a sociedade, num curto espaço de tempo, foi a peste bubônica e gripe espanhola. A peste bubônica, mais conhecida como peste negra, durou mais de 20 anos, a peste teve início em 1358, sendo então a peste na idade média.
De acordo com Paim, a doença dizimou quase dois terços da população europeia. A gripe espanhola começou na Europa e atingiu o Brasil. O professor explicou que na época várias entidade de saúde no Brasil tiveram início justamente na tentativa de combater a gripe espanhola.
Paim disse que agora com a pandemia do coronavírus, a população precisará mudar os hábitos de convivência, principalmente o de cumprimentar. Disse ainda que o coronavírus tem um alto potencial de transmissão, portanto, o combate é a um vírus invisível. Para o professor o percentual de alastramento do coronavírus é superior a muitas doenças que já enfrentamos. Salientou ainda uma fala do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quando ele diz que estamos em um estado de guerra.
Para Paim a situação que o mundo vive hoje, de combate a esse inimigo invisível, é semelhante as medidas que foram tomadas pelos governos em 1939 a 1945.
Ouça a entrevista com o historiador Maurício Paim: