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Cidade

Coordenadora da FUNAI em Passo Fundo diz que permanece no cargo e explica apoio

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

A movimentação de indígenas em Passo Fundo tem sido acompanhada de perto pela Uirapuru. Na última terça-feira (12), a Uirapuru foi até a FUNAI, onde um grupo de indígenas iniciou um manifesto. Com cartazes pendurados na fachada do imóvel, localizado no Boqueirão, o grupo pedia a saída da coordenadora da unidade da FUNAI, Maria Inês de Freitas, indígena da etnia Caigangue e originária da Guarita, a maior reserva do Rio Grande do Sul, entre os municípios de Tenente Portela, Miraguaí e Redentora.

Professora de formação e mestre em educação, Maria foi a primeira mulher a chefiar a FUNAI regionalmente. Na Uirapuru, ainda na terça-feira (12), o cacique Luiz Salvador, da terra indígena de Rio dos Índios, explicou que estava ali representando outros caciques, pedindo a saída de Maria por ela não atender às demandas indígenas.

A Uirapuru, como espaço democrático, deu voz à coordenadora Maria para falar sobre o tema também ao vivo, na manhã desta quinta-feira (14). Na FUNAI, lideranças indígenas aguardavam a emissora, demonstrando apoio a Maria. Luiz Carlos Júnior, servidor de carreira da FUNAI e coordenador regional substituto, explicou que a movimentação causa preocupação entre os servidores da entidade. Ele disse que ações assim impactam trabalhos já em final de exercício, onde há uma corrida contra o tempo para finalizar ações até o final do ano.

A coordenadora Maria Inês de Freitas afirmou que as manifestações são democráticas e sempre respeitadas. No entanto, ela disse que o cacique Luiz Salvador está equivocado ao afirmar que fala por muitas lideranças ao pedir sua saída. Ela avaliou que se trata de uma ação política para assumir espaços. Disse que está no cargo há um ano e seis meses, realizando um trabalho intenso com muitos processos a serem analisados.

Maria afirmou que as moradias, na modalidade de abrigo móvel, estão para chegar e se colocou à disposição para traçar estratégias diante dessas demandas. Disse que continuará à frente do cargo e disposta a implementar políticas que atendam às comunidades indígenas. Ressaltou que as lideranças devem se unir e não dividir, pois isso enfraquece o movimento indígena.