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Saúde

Conversar sobre suicídio faz parte do processo de ajuda para quem está em sofrimento emocional

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A complexidade dos fatores que levam alguém a considerar o suicídio é imensa, abrangendo desde transtornos mentais, como depressão e esquizofrenia, até situações como luto, separações, desemprego, isolamento social e solidão. Essas experiências podem levar a distorções no pensamento, fazendo com que a pessoa enxergue a morte como a única solução para o seu sofrimento. Nessas circunstâncias, ela pode não conseguir visualizar alternativas viáveis para lidar com a dor ou os problemas. No programa Sem Segredo, de sábado, a psicóloga e professora da UPF disse que é muito importante falar sobre o tema e observar as pessoas que estão ao redor, para estender a mão e ajudá-la a sair deste ciclo emocional.

O diálogo sobre as razões pelas quais a pessoa está tentando suicídio só não vale quando ela está no processo. A psicóloga e professora da Atitus, Mariana Machado, disse que o mais importante ao flagrar a tentativa de suicídio é afastar a pessoa daquela situação, para posteriormente buscar ajuda para encontrar as causas do sofrimento:

Embora a pessoa ainda precise de cuidados especializados para se reerguer, o simples ato de oferecer apoio pode ser o primeiro passo rumo à recuperação. É o que o Centro de Valorização à Vida (CVV) tem feito. Funcionando 24 horas, todos os dias da semana, pelo telefone 188, as pessoas buscam ser ouvidas, de forma anônima por voluntários que se dispõe a isso. Em Passo Fundo, 13 pessoas fazem esse atendimento como explicou a Cláudia Chaves, coordenadora do grupo: