Consumo de suínos cresce no RS, mas produtores ainda enfrentam desafios com o custeio
No Rio Grande do Sul, o abate de suínos cresceu 7,1% frente ao mesmo período de 2021, chegando ao recorde para um primeiro trimestre na série histórica, desde 1997. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nesta semana, por meio das Pesquisas Trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha.
A Rádio Uirapuru conversou com o presidente da Associação de criadores de Suínos do Rio Grande do Sul, o suinocultor Valdecir Luis Folador, o qual disse que o aumento da produção e consumo se deu por alguns fatores como a grande demanda do mercado chinês, devido aos problemas sanitários vividos naquela região do mundo, e a necessidade de buscar produção em outros países para suprir a demanda interna. Outro fator destacado por Folador, é a questão da inflação da carne bovina, que fez o consumo dos suínos subir por ser uma melhor opção para o bolso do consumidor.
No sentido econômico, a pesar do consumo subir, os produtores ainda enfrentam desafios no quesito faturamento. Isso acontece porque os preços pagos ao produtor são bem abaixo de todo ano passado e outras épocas. Demonstrando assim que quem produz a proteína suína ainda precisa de mais incentivo e valorização, conforme apontamento do presidente da ACSURS.
A agitação econômica gerada por esse setor é muito positiva por um lado, pois vemos a movimentação crescendo e gerando oportunidades de negócio para muitos produtores, porém, o aumento de custo de produção é muito grande e acaba trazendo dificuldade econômica para os produtores independentes.
Nesse sentido, é preciso pontuar que a realidade dos que são ligados ao cooperativismo é diferente. Em resumo, temos um excesso de produção, fazendo os valores serem muito baixos para o consumidor e também não suficientes para quem produz cobrir os custos.