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Polícia

Construtor que matou policial aposentado não será preso por enquanto, afirma delegado

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

Em uma reviravolta chocante o construtor de imóveis Rodrigo Flávio Domingues, de 45 anos, confessou que matou o policial aposentado Lorivan Antônio de Mattos, de 55 anos.

Os dois tinham uma relação comercial e, inicialmente estavam desaparecidos desde a última quarta-feira após saírem para negociarem uma chácara em Ibirapuitã.

Porém, na noite de domingo (27), o construtor Rodrigo, confessou que matou Lorivan, em uma briga corporal. Ocorpo do policial aposentado foi encontrado em uma localidade no interior do município de Pontão, após a confissão do assassinato.

A Uirapuru conversou na manhã desta segunda-feira (28), com o advogado do assassino confesso, Dr. Manoel Castanheira. Conforme ele, Rodrigo agiu sozinho durante todo o tempo. Os dois homens não eram amigos próximos e tinham apenas relações de negócios.

O advogado também destacou que o seu cliente, após aplicar um golpe chamado de mata leão que matou o policial aposentado Lorivan, ainda no sítio em que foram visitar em Ibirapuitã, colocou o corpo dentro do carro da vítima e se deslocou até Pontão. Lá enterrou o corpo da vítima, com o uso de algumas ferramentas que pegou na propriedade rural na qual estavam.

Após isso, segundo o advogado do acusado, o construtor de imóveis Rodrigo, com o uso de gasolina de uma motosserra, ateou fogo no veículo que posteriormente foi encontrado totalmente queimado na localidade de Sanga Funda, Nicolau Vergueiro, próximo a fazenda Flores.

Rodrigo Flávio Domingues, após os acontecimentos, ficou isolado em uma mata, até ser encontrado na manhã do último domingo (27), depois de ser reconhecido por funcionários de um posto de combustíveis na BR-285 em Passo Fundo. Os funcionários chamaram a PRF, que foi até o posto e constatou que o referido homem era o que estava desaparecido.

O assassino confesso, segue em liberdade até o momento e a defesa trabalha  alegando que ele se apresentou voluntariamente e ainda colaborou para desvendar o delito.

Conforme o delegado Tiago Bittencourt, que está à frente do caso, o próximo passo será realizar uma análise do depoimento de Rodrigo e confrontá-lo com os demais elementos da investigação que a Polícia Civil já tem para verificar se a versão dada pelo assassino bate com o que a polícia tem. O delegado afirma que não descarta nada, mas que ainda não pode externar detalhes da investigação.

Bittencourt explica que a prisão preventiva de Rodrigo Flávio Domingues não foi solicitada ainda pois o construtor está auxiliando a Polícia Civil em todas as diligências e colaborando para a resolução do caso, inclusive colocando-se a disposição para novas etapas da investigação.