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Transporte

Construção de quatro pedágios no trecho Passo Fundo a Porto Alegre vai custar R$ 80 aos motoristas

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Conforme anunciado anteriormente pelo governo federal o Plano de Concessão de Rodovias Federais prevê oito novos pedágios no Estado. Quatro pedágios são no trecho da BR-386, entre Passo Fundo a Porto Alegre, nos municípios de Tio Hugo, Soledade, Fazenda Vila Nova e Montenegro. E um na BR-285, próximo a Passo Fundo, mas ainda não se sabe bem a localização.

 

Nesta quinta-feira (23), representantes dos municípios e do Estado estiveram em Brasília para tratar do tema. Em entrevista à Uirapuru, o deputado estadual Juliano Roso contou que 99% são contrários ao projeto do Ministério dos Transportes.

 

A concessão vale por 30 anos e a previsão é de que as praças sejam instaladas no próximo ano. No entanto, nos primeiros 11 anos as empresas ganhadoras vão ter apenas a preocupação de manter a rodovia.

 

Segundo o deputado, enquanto isso, elas vão poder cobrar pedágio sem a obrigação de fazer nada. O deputado, que utiliza a BR-386 toda a semana, afirma que ela está em boas condições, com cerca de 60% da sua extensão já duplicada, o que não justificaria a presença dos pedágios. A duplicação também está prevista na concessão.

 

Roso destaca que a proposta apresentada, como está, não será aceita. Ele acredita em um modelo de pedágio com concessão menor, de 10 anos, podendo ser renovado, com menos praças, com início imediato das obras e valores de pedágios acessíveis.

 

Na Assembleia Legislativa, Juliano Roso, criou uma Frente Parlamentar que vai trabalhar para forçar o governo a desistir do projeto ou, pelo menos, abrir espaço para negociações.

 

Na segunda quinzena de março, vai ocorrer uma reunião em Lajeado sobre o assunto. Juliano Roso ressalta que os pedágios vão impactar não só no bolso dos motoristas, como de toda a comunidade da região.

 

Conforme a proposta do Ministério, o valor previsto para o pedágio é de R$ 80, ida e volta, para automóveis. Para caminhões que transportam produtos como soja, leite e carne, a tarifa será ainda maior. O deputado disse que isso vai refletir nas prateleiras dos supermercados.