Construção civil busca atrair profissionais oferecendo formação, bons salários e automação
A indústria da construção civil avança no sentido de simplificar e modernizar seus processos construtivos. No entanto, isso não significa a substituição da força de trabalho humana. Pelo contrário, os profissionais da área precisarão se atualizar e se qualificar continuamente. Essa transformação já é realidade em países como os da Europa, Canadá e Estados Unidos. No Brasil, o tijolo e a argamassa ainda predominam, mas a escassez de mão deobra tem levado o setor a se adaptar e buscar novas tendências para atrair jovens – oferecendo boa remuneração e ambientes de trabalho mais limpos e organizados.O mercado de trabalho na construção civil foi um dos temas debatidos no programa Sem Segredo, transmitido ao vivo durante a Construimóveis, que encerrou neste fim de semana. De acordo com o presidente do Sinduscon, Cristiano Basso, “o mundo vive um momento em que os jovens se atraem muito mais por atividades tecnológicas do que por assentar tijolos em obra”.
A arquiteta Ana Paula Wickert comentou que a ideia de “fazer dinheiro fácil” na internet – como influencer, por exemplo – está perdendo força. Na sua avaliação, essa ilusão afastou muitos profissionais do mercado formal, inclusive da construção civil. Ela ressaltou que ter carteira assinada (CLT) não é demérito, mas sim uma garantia de renda com direitos trabalhistas.
Em parceria com o Sinduscon, o Senai já ofereceu quatro cursos para a construção civil este ano, com cerca de 100 inscritos, e já formou diversas turmas. Os alunos qualificados têm encontrado oportunidades no mercado, uma vez que o setor está em crescimento em Passo Fundo. Juliano Pereira, gerente de operações do Senai, destacou que, mesmo com a automação de muitos processos, a mão de obra humana continuará indispensável.