Congresso da Agert debate principais temas da Radiofusão: Uirapuru participa do evento em Canela
Depois de uma parada de quatro anos, voltou a acontecer esta semana o Congresso Gaúcho de Rádio e Televisão. O evento, promovido pela Agert, chegou a sua vigésima sexta edição. Realizado em Canela, vem reunindo associados, autoridades e expositores desde a última terça-feira. A Rádio Uirapuru está participando do evento, que discute os principais temas da radiofusão no país. Na cerimônia de abertura do evento, o presidente da Agert, Roberto Cervo Melão, falou à Uirapuru sobre os bons resultados obtidos pela associação.
De acordo com ele, o Relatório Social de 2022 demonstra que mais de 200 milhões de reais de mídia foram doadas à população. Relatório este que teve a participação de 245 emissoras. “É uma alegria enorme podermos, neste instante, abraçar todos os companheiros de rádio e televisão que aqui estão e mostrar esses números”, salienta.
Um dos palestrantes do evento foi o diretor do Departamento de Inovação, Regulamentação e Fiscalização do Ministério das Comunicações, Tawfic Awwad Junior, que ressaltou as ações do governo federal: “o governo federal está antenado, concentrado em reduzir a burocracia e em melhorar as condições de trabalho dos radiodifusores para conseguirmos prosperar mais a radiodifusão aqui no Rio Grande do Sul”, destaca.
A relevância do evento para o país foi o destaque do presidente da Associação Internacional de Radiofusão (AIR), Paulo Tonet, que falou que o Congresso da Agert foi a escolha para iniciar a trajetória como presidente da AIR. Representando a Assembleia Legislativa do estado do Rio Grande do Sul, o deputado Eduardo Loureiro, ressaltou o importante papel dos veículos de comunicação na veiculação da informação. “Ao contrário de antigamente, em que tínhamos dificuldade de acesso à informação, hoje temos exatamente o contrário: é um excesso de informação e a gente precisa filtrar e buscar efetivamente a informação de qualidade e confiável. E quem oferece isso são justamente as emissoras de rádio, os veículos de comunicação tradicionais, que fazem o jornalismo profissional, independente, isento”, argumenta.
Neste sentido do importante papel dos veículos na checagem das informações antes da divulgação, o promotor Fabiano Dallazen enfatizou a responsabilidade na hora de trazer as notícias: “a sociedade cada vez está mais perdida em busca de pontos confiáveis de informação e nesse cenário o rádio, a televisão, os veículos tradicionais têm uma responsabilidade e têm uma condição de checagem acerca das informações que são passadas à população. Por isso tudo que se mantêm tão vivos e a gente torce para que continuem sendo aqueles pontos de referência da nossa sociedade.”
Para o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Alexandre Postal, eventos como esse demonstram a força do rádio na comunicação. Ele lembrou que o rádio permanece com seu espaço mesmo em meio a diversas inovações. “Qual é o único meio de comunicação que ainda vai sobreviver? É a radiodifusão. Essa é uma máquina impressionante, um tempo atrás com o advento do telefone, da televisão, do 4k, será que a rádio não vai perder? E aí um amigo disse: ‘não, você está no ônibus, está no carro, a rádio ainda é o meio de comunicação’”, destaca.
O Congresso da Agert segue durante todo a quinta-feira, com palestras e debates.